A importância da leitura para o alicerce da fé cristã

por Valmir Nascimento As pessoas que desejam ter uma fé sólida e aprender a defender consistentemente as doutrinas do Cristianismo precisam desenvolver o hábito da leitura. Embora as Escrituras Sagradas sejam, como já disse, a fonte primária da defesa da fé cristã, os livros – de bons autores – servem como guias e nos ensinam a entender melhor alguns pontos da fé cristã, lançando luz … Continuar lendo A importância da leitura para o alicerce da fé cristã

Pentecostalismo e protestantismo

Em tempos de comemoração do aniversário da Reforma Protestante, que neste ano completa 499 anos, é comum reacender a discussão a respeito de quem faz parte da tradição protestante dentre os grupos do segmento evangélico. É uma espécie de análise do divino direito hereditário ao movimento reformista do início do Século XVI, conduzido em regra por certo elitismo teológico que insiste em monopolizar um evento que combatia esse tipo de postura.

Nesta mesma época do ano passado chamei a atenção para a complexidade e heterogeneidade do movimento reformador, com implicações eclesiásticas, morais, políticas e econômicas. Em seu cerne estava o protesto contra a corrupção religiosa e a venda de indulgências pela igreja, assim como a defesa de que cada cristão pudesse, por si só, ler e compreender as Escrituras. A Reforma combateu, entre outras coisas, a autoridade central e o monopólio clerical como fonte única e oficial de interpretação da Bíblia.
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A secularização e a dessacralização da teologia

Depois da secularização da sociedade, vivemos o tempo da secularização da teologia. Ou então, a dessacralização da religião.
Se a teologia transforma Deus em mero coadjuvante do seu estudo, então não há razão para ser chamada por este nome. Um estudo onde são priorizados os efeitos sociais da religião, em detrimento da sua causa principal, que é Deus, talvez deva ser chamado não de teologia, mas de religiologia.

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Graça Preveniente: Um estudo sobre o gracioso agir de Deus para salvação humana

Nesta obra, o autor descortina um dos belos aspectos do favor imerecido de Deus: a graça preveniente. Trata-se de uma doutrina extraída das Escrituras que revela a forma graciosa do agir de Deus para a salvação do homem, mediante sua iniciativa e capacitação espiritual, para que o pecador se arrependa e se converta a Cristo.

Com uma abordagem contundente e vigorosa, o autor resgata a historicidade do conceito da graça preveniente na história da tradição cristã, dando ênfase ao pais da igreja e à teologia de Jacó Armínio e John Wesley, enaltecendo a convicção bíblica e factual dos efeitos devastadores decorrentes da queda no pecado e da completa incapacidade do homem de conseguir o favor divino, seja pensar, querer, ou fazer, por si mesmo, o que é realmente bom, necessitando para tanto da benevolência prévia e contínua de Deus.

Além das abordagens histórica e doutrinária, o livro traz ainda um conteúdo biblicamente consistente do Texto Sagrado, analisando hermeneuticamente diversas passagens das Escrituras sobre a graça preveniente. Continuar lendo Graça Preveniente: Um estudo sobre o gracioso agir de Deus para salvação humana

Modéstia cristã: como isso se relaciona com a juventude?

Modéstia é uma daquelas palavras que em nosso tempo perdeu quase que completamente o seu real significado.

Na grande maioria das vezes ela é empregada com uma conotação negativa. “Não seja modesto”, dizemos para alguém que está acanhado. Falamos“modéstia à parte” quando queremos justificar alguma de nossas qualidades. Chamamos de “falsa modéstia” a atitude falsa e hipócrita de alguém. Hoje em dia, portanto, essa palavra é entendida como sinal de acanhamento, timidez social, fraqueza e até mesmo de fingimento. Algo que as pessoas não devem querer ter e muito menos cultivar. Continuar lendo Modéstia cristã: como isso se relaciona com a juventude?

Pentecostalismo e política

Há, ainda, pouca produção da teologia pentecostal aplicada à teologia política. Amos Yong, que talvez seja um dos poucos teólogos pentecostais a investigar essa área com profundidade, em seu livro In the Days of the Caezar: Pentecostalism and Political Theology reconhece que poucos teólogos pentecostais têm buscado desenvolver uma teologia política a partir da metodologia e hermenêutica pentecostal, especialmente em razão da tradição oral do pentecostalismo e a sua recente chegada ao meio acadêmico.

Tais fatores, aliados ao pluralismo do pentecostalismo global, segundo Yong, dificultam articular uma auto-compreensão eclesial da identidade e da metodologia da teologia pentecostal . Não obstante, segundo Amos Yong, embora se suponha que o pentecostalismo seja uma teologia baseada na experiência, espiritualidade ou piedade, é possível se extrair dela implicações normativas para a fé cristã em praça pública . Ele afirma que uma reflexão teológica distintamente pentecostal não é apenas uma atividade paroquial, “mas tem potencial construtivo para iluminar a crença e a prática cristã no século XXI”. Continuar lendo Pentecostalismo e política

Cristianismo pentecostal

“Na essência, o movimento pentecostal não está centrado no Espírito, mas em Cristo. A obra do Espírito, como pentecostais a entendem, centraliza-se em exaltar e testemunhar o senhorio de Cristo. Os pentecostais ecoam a mensagem apostólica: Jesus é o Senhor. Jesus é quem batiza no Espírito. Observemos também que a fé e a prática pentecostal emanam da Bíblia. É frequente retratarem os pentecostais como extremamente emocionais e experiencialmente conduzidos, mas essa é caricatura da imagem real. Na realidade, os pentecostais são o “povo da Bíblia”. Embora os pentecostais incentivem a experiência espiritual, fazem-no com um olho atento às Escrituras. Como já observei, a Bíblia, e particularmente o livro de Atos, fomenta e molda a experiência pentecostal.” Continuar lendo Cristianismo pentecostal

Teologia Pentecostal na Praça Pública: Desafios e Diretrizes para uma interface com a esfera política

O presente artigo analisa o crescimento e a característica heterogênea da religião evangélica no Brasil, destacando, especialmente, a hegemonia das igrejas pentecostais, desencadeada na América Latina em tempos recentes. Enfatiza as ondas do pentecostalismo e a chamada “neopentecostalização”, assim como a chegada desses novos atores sociais na praça pública, principalmente na esfera política, passando a influenciar as disputas eleitorais. Diante desse quadro, reconhecida a legitimidade da participação política das igrejas evangélicas, discute-se sobre o desenvolvimento de uma teologia pentecostal que forneça embasamento para uma interface coerente com a esfera político-eleitoral, propondo, ao final, diretrizes para uma teologia política de matriz pentecostal, de onde deve ressair uma ética religiosa que seja capaz de interagir adequadamente coma esfera pública.
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