Pulserinhas coloridas do sexo: provas do perigo

O que temiamos aconteceu. Uma adolescente de 13 anos foi estuprada por pelo menos três rapazes, em Londrina (PR). O crime teria sido motivado pelo uso da “pulseira do sexo”, segundo a polícia. A vítima foi abordada por um grupo composto por quatro jovens depois de sair da escola, na região central da cidade, por volta das 12h do dia 15 de março. De acordo com a Polícia Civil, um dos envolvidos tem 18 anos e vai responder em liberdade pelo crime de estupro de vulnerável. Os demais já foram identificados, mas ainda não prestaram depoimento até a manhã de ontem (31). [G1]

Já havia abordado esse tema há algum tempo, no post “Pulserinhas coloridas do sexo: a nova e perigosa moda entre adolescentes“, que inclusive tornou-se muito visitado aqui no blog, principalmente por leitores advindos de sistemas de busca. Naquela ocasião disse:

“A questão é mais perigosa do que se imagina. Apesar de alguns pais e até especialistas acharem que se trata somente de uma moda passageira e que não precisam proibir o uso, vale atentar para o fato de que o comportamento grupal dos adolescentes e jovens de hoje pode resultar em graves consequencias para aqueles que mesmo sem conhecimento fazem uso de tais pulseiras. Como observou a psicoterapeuta Ana Olmos, “Quero ver o que pode acontecer se um menino rasgar a pulseira de uma menina que não sabe o significado daquilo. Se estiver em grupo, ele pode forçá-la a concretizar seu desejo. Isso está se espalhando como um código de grupo”, diz a psicoterapeuta, para quem os pais devem explicar a situação aos filhos. “Se um menino é um abusador contumaz, não vai deixar de abusar – seja sexualmente, seja em outras esferas. A pulseirinha é mais uma porta.” [3]

No caso de Londrina, temos um típico caso de ação grupal dos adolescentes, tanto é assim que a matéria de G1 registra que “A menina disse que foi abordada pelo grupo e um deles arrancou a dita ‘pulseira do sexo’ que ela usava. Pela cor do adereço, ela teria de pagar uma prenda aos jovens. Ela se mostrou constrangida com o fato e acompanhou o grupo até a casa do rapaz de 18 anos. A menina não relatou que eles tivessem usado arma para isso.”

Gostaria, sinceramente, neste momento, de ouvir os “especialistas da sexualidade” que afirmaram à época que as pulserinhas do sexo não passavam de moda passageira e que não trariam danos aos jovens e adolescentes. Com a palavra os especialistas (…)

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Sexo na mídia estimula violência contra mulher, diz pesquisa

Um estudo divulgado nesta sexta-feira afirma que a exposição de crianças e adolescentes a conteúdo sexual na mídia vem reforçando a ideia da mulher como objeto de desejo e alvo de violência doméstica.

O relatório Sexualização dos Jovens, da psicóloga Linda Papadopoulos, encomendado pelo Ministério do Interior britânico, diz que os jovens estão cada vez mais expostos a conteúdo relacionado à sexualidade por meio de revistas, televisão, internet e aparelhos de celular, sem que os pais consigam controlar isso.

Segundo ela, esse conteúdo está “legitimando a ideia de que as mulheres existem para serem usadas e de que os homens existem para usá-las”.

Nesse contexto, a pesquisadora entende que a posição da mulher como alvo de violência doméstica acaba virando comum e até aceitável.

Da sexualidade à violência

O estudo diz que as crianças estão sendo cada vez mais retratadas como adultos, enquanto adultos são infantilizados, o que confunde as noções de maturidade e imaturidade sexual.

Além disso, tanto mulheres quanto homens são levados pela mídia a buscar um ideal de aparência física “fora da realidade”, o que resulta em “insatisfação com o próprio corpo, um reconhecido fator de risco para a autoestima, para depressão e distúrbios alimentares”.

“Um tema dominante em revistas parece ser a necessidade das garotas de se apresentarem como sexualmente desejáveis para atrair a atenção masculina”, diz o estudo.

Seguindo esse mesmo raciocínio de subserviência feminina, a violência contra as mulheres acaba sendo banalizada.

O relatório aponta que, desde 2004, a exibição na TV de cenas de violência contra a mulher cresceu 120%, enquanto as de agressão contra adolescentes aumentou 400% no período. Além disso, no cinema, 75% dos personagens e 83% dos narradores são homens.

Papel dos pais e da escola

Papadopoulos entende que essa lógica explica os resultados de uma pesquisa do Ministério do Interior britânico divulgada neste mês.

A análise revelou que 36% dos britânicos acreditam que, em caso de estupro, a mulher deve ser parcialmente responsabilizada se estiver bêbada, e 26% pensam assim no caso de a vítima estar usando roupas sensuais.

A psicóloga cita ainda o dado de que uma em cada três garotas britânicas entre 13 e 17 anos já teve de fazer sexo contra a sua vontade, enquanto 25% delas já sofreram algum tipo de violência física.

Para reverter esse quadro, o relatório defende que os pais acompanhem mais de perto como seus filhos usam a internet e seus celulares e que o Estado tome medidas para coibir a banalização da sexualidade.

A pesquisadora também recomenda que as escolas tragam essa discussão sobre a igualdade de gênero para as salas de aula. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte: BBC

Comento: Trata-se de mais uma pesquisa que demonstra os efeitos nocivos provocados pela dita mídia do entretenimento, na mesma linha de outras já mencionadas aqui no blog. O estudo é bem enfático ao afirmar que a “exposição de crianças e adolescentes a conteúdo sexual na mídia vem reforçando a ideia da mulher como objeto de desejo e alvo de violência doméstica”; e o problema, como informa a matéria, é que os pais não conseguem controlar isso.O ponto interessante (e paradoxal) da história é que, apesar de tal constatação, qualquer tipo de ação que tente coibir a publicação de conteúdo imoral pelos meios de comunicação é logo considerada como conservadora e retrógrada. Prova disso é o recente caso da (socialite?) Paris Hilton e o comercial de cerveja que foi suspenso pelo Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar), gerando uma certa indignação em alguns setores do nosso Brasil. Censura. É o que foi alegado. Nesse sentido, em nome da liberdade, quer-se tolerar a banalização da sexualidade e a transformação da mulher em objeto. Num juízo de ponderação entre esses dois valores, a liberdade deve ser mitigada em respeito à moralidade e à dignidade da pessoa humana. Mas, a mente pós-moderna é assim: estranha e paradoxal. Reconhece o prejuízo, mas não aceita a delimitação.

Pulserinhas coloridas do sexo: a nova e perigosa moda entre adolescentes

por Valmir Nascimento Milomem

Vez ou outra aparece uma moda entre os jovens e adolescentes. A mais recente são as pulserinhas de silicone coloridas e finas, compradas às dúzias por até R$ 2. A prática surgiu na Inglaterra e graças às redes sociais rapidamente se espalhou pelo mundo, chegando agora ao Brasil.

Aparentemente são inofensivas, como uma espécie de adereço, acessório de vestimenta e aparência. Porém, o que muitos não sabiam é que cada cor do bracelete possui um significado, que “corresponde a um comportamento afetivo ou sexual, que pode ir de um abraço, na amarela, a uma relação sexual, na preta. Para exigir o gesto, seria preciso arrebentar a pulseira de quem a traz no pulso” [1].

Ignorantes em relação ao significado das pulserias, muitos jovens  e adolescentes começaram a utilizá-las inocentemente, como é o caso da estudante paulista  Bárbara Campos, de 15 anos. “Eu parei de usar quando descobri, mas vejo um monte de meninas do fundamental usando sem saber”, diz ela. Seu namorado, no entanto, ainda carrega três pulseiras no pulso: uma preta, uma branca e uma vermelha. “Se outra menina estourar as pulseiras dele, eu vou ficar muito brava.” [2]

A questão é mais perigosa do que se imagina. Apesar de alguns pais e até especialistas acharem que se trata somente de uma moda passageira e que não precisam proibir o uso, vale atentar para o fato de que o comportamento grupal dos adolescentes e jovens de hoje pode resultar em graves consequencias para aqueles que mesmo sem conhecimento fazem uso de tais pulseiras. Como observou a psicoterapeuta Ana Olmos, “Quero ver o que pode acontecer se um menino rasgar a pulseira de uma menina que não sabe o significado daquilo. Se estiver em grupo, ele pode forçá-la a concretizar seu desejo. Isso está se espalhando como um código de grupo”, diz a psicoterapeuta, para quem os pais devem explicar a situação aos filhos. “Se um menino é um abusador contumaz, não vai deixar de abusar – seja sexualmente, seja em outras esferas. A pulseirinha é mais uma porta.” [3]

Mas, por outro lado, há aqueles que conseguem impor uma ideologia absurda em referência aos códigos da cores. É o caso de Chico Sedrez, diretor educacional do Colégio Arquidiocesano de São Paulo. Ele diz: “Fizemos uma reflexão com as crianças sobre como se relacionar com os outros. A conotação mais aguda e preocupante é que é um jogo com conotações machistas” [4]. Ou seja, o problema, para Chico, é a conotação machista, só isso. Quézia, da Sociedade Brasileira de Psicopedagogia, também diz algo ridículo:  “Aprender o jogo da sedução faz parte da adolescência e por meio dele o adolescente constrói sua autoestima e autoimagem”. [5]

Portanto, o caso é sério. Mesmo porque, se não bastasse o problema em si, muitos ditos especialistas em sexualidade, os quais ocupam lugares de influência em escolas, acham que o problema é simplesmente de ordem ideológica (machismo) ou então que a prática ajudará na construção da autoestima e autoimagem do adolescente. Isto é, além de enfrentar a prática equivocada, os pais terão que derrotar alguns ditos peritos no assunto.

E Agora, Como Viveremos?

[1]  A polêmica das pulseiras. Revista Isto É, disponível aqui.

[2] A pulserinha do sexo. Revista Época, disponível aqui.

[3] Idem

[4] Idem

[5] Idem

Pais e educação sexual

Artigo publicado nesta semana no site da Time revela que estudo feito pela revista Pediatrics descobriu que mais de 40% dos adolescentes tinham tido relações sexuais antes de falar com seus pais sobre sexo seguro, controle de natalidade ou doenças sexualmente transmissíveis.

Essa tendência é preocupante, disseram os especialistas, uma vez que adolescentes que falam com seus pais sobre sexo são mais propensos a atrasar a sua primeira experiência sexual e para a prática de sexo seguro quando elas se tornem sexualmente ativas.

 
 Os pais cristãos, sobretudo, precisam ter a coragem de mostrar os efeitos prejudiciais do sexo antes do casamento e não deixarem que a mídia, os amigos ou o curriculum estatal faça isso por eles. Até porque o cenário é preocupante. Nos últimos dias recebi duas reclamações de pessoas que participaram de eventos distintos acerca de educação sexual e saúde. Revelaram essas pessoas que o tom utilizado pelos ditos especialistas era a quase liberação total. Na platéia, é claro, estavam líderes, professores, pessoas de influência que multiplicariam tais conceitos aos seus alunos.
 

Pesquisa atesta os prejuízos e os efeitos negativos provocados pela exposição à pornografia

Mais uma pesquisa atesta os prejuízos e os efeitos negativos provocados pela exposição à pornografia. Segundo o site Christian Post, a  Family Research Council lançou recentemente um novo estudo sobre os efeitos da pornografia sobre casamentos, filhos e indivíduos. Segundo Pat Fagan, autor do estudo, “homens, mulheres e às vezes até mesmo as crianças estão saturadas pelo conteúdo sexual, e, mais significativamente, é dito que ele não tem nenhum efeito real. É apenas um pouco de diversão”, dizem. Porém, como constatou a pesquisa, a pornografia “corrói a consciência, promove a desconfiança entre maridos e esposas e avilta incontáveis milhares de mulheres jovens”. Disse ainda que  “não é escapismo inofensivo, mas relacional e veneno emocional”.

O relatório mostra que nas famílias, o uso de pornografia leva a insatisfação conjugal, infidelidade, separação e divórcio. O relatório, registra a matéria,  apontou que 68 por cento dos casos de divórcio envolveu uma reunião do parceiro com um(a) amante na Internet; 56 por cento tem como causa “uma parceiro que tenha um interesse obsessivo em sites pornográficos”; 47 por cento envovem “gastos excessivos de tempo no computador “; e 33 por cento envolveram gastar tempo excessivo em salas de chat.

Outra constatação da pesquisa é que homens que habitualmente vêem pornografia têm uma maior tolerância para comportamentos sexuais anormais, agressão sexual, promiscuidade, e até estupro. Além disso, os homens começam a ver as mulheres e até crianças como objetos sexuais.

Entre os adolescentes, anota o site, “aqueles que vêem pornografia mais freqüentemente tendem a ser candidatos a sensação de altura, menos satisfeitas com suas vidas, ter uma ligação rápida à Internet, e tenho amigos que são mais jovens. Vendo esse material, dificulta o desenvolvimento de uma sexualidade saudável.”

Em razão desses dados, Fagan comentou que o uso da pornografia é “um assassino silencioso família, e que o consumo habitual de pornografia pode quebrar os substratos relacional da vida humana e interação – família, amigos e sociedade.

A chave para a protecção contra os efeitos da pornografia, diz ele, é promover relações de afeto e de apego, especialmente entre o pai e a mãe e entre pais e filhos.

Adaptado do Christian Post

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