Um pastor no TED: Idéias que merecem ser disseminadas

O TED é uma plataforma de divulgação de conferências com os maiores especialistas do mundo. Seu lema é “ideias que merecem ser disseminadas”.

Nesta palestra, o pastor batista Jeffrey Brown fala sobre o programa “Boston Miracle” que diminuiu a violência juvenil em Boston em 79%.

O vídeo é um refrigério em tempos de violência crescente e espiritualidade alienada.

Jeffrey diz que tinha a intenção de ser pastor de uma mega igreja, mas se deu conta que a sua vocação era outra. Pastor de um igreja de vinte membros, viu a necessidade de intervir na realidade social da comunidade que desmoronava ao seu redor, com as drogas e violência de gangues controlando os jovens nas ruas.

O primeiro passo para a recuperação: ouvir esses jovens, não apenas pregar para eles e ajudá-los a reduzir a violência em seus próprios bairros.

O vídeo é curto, mas a mensagem é poderosa!

Primeiramente, nos faz lembrar a importância do envolvimento da igreja com a comunidade local. O crescimento econômico tem feito com que as comunidades cristãs construam grandes templos longe dos seus bairros de origem, em busca de maior espaço e estacionamento. O resultado disso é o afastamento da igreja local da comunidade.

Segundo, Jeffrey recorda que a redução da violência começa não na punição, mas na prevenção. A solução não é simplesmente uma questão de construir mais prisões e encarcerar mais criminosos. O “melhor modo de reduzir o crime não é reagir depois do fato com castigos e reabilitação, mas desencorajá-los antes que aconteça, criando uma vida em comunidade civilizada e ordenada”, escreveram Charles Colson e Nancy Pearcey.

Por fim, o vídeo nos mostra que as ideias cristãs tem muito a contribuir com a sociedade. Basta saírmos de nossos cativeiros culturais!

 

https://embed.ted.com/talks/lang/pt-br/jeffrey_brown_how_we_cut_youth_violence_in_boston_by_79_percent

Anúncios

Legalizar maconha não enfraquece crime organizado no Brasil, diz representante da ONU

Embora as drogas sejam uma das principais fontes de renda do crime organizado, a descriminalização da maconha não deve enfraquecer facções criminosas como o PCC (Primeiro Comando da Capital), de São Paulo, e o Comando Vermelho, do Rio de Janeiro. É o que diz Bo Mathiasen, representante da UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes), da ONU (Organização das Nações Unidas).

Continuar lendo “Legalizar maconha não enfraquece crime organizado no Brasil, diz representante da ONU”

Música, sexo e loucura

Fonte: Veja (Humberto Michaltchuk )

 Fonte: Veja (Humberto Michaltchuk )

por Valmir Nascimento

Até que ponto vai a busca desenfreada dos jovens na procura por recursos (leia-se: entorpecentes) que proporcionem mais prazer, vigor físico e “novas sensações”? É difícil dizer, afinal dia após dia observamos o surgimento de novas práticas entre jovens e adolescentes as quais demonstram que não existem limites para a busca da alegria efêmera, principalmente nas ditas baladas, noitadas e raves.

Nesse sentido, é uma matéria desta semana da Veja (Música, sexo e loucura), a qual denuncia que para potencializarem o efeito de drogas como o ecstasy e a cocaína, jovens as misturam a anestésicos de uso veterinário, remédios para impotência e até medicamentos para tratamento de aids.

Segundo a matéria: “Fazem parte da natureza dos jovens a imprudência e o desejo de experimentar novas sensações. Resultado frequente da combinação desses fatores, o uso de drogas, sobretudo nas baladas ou “nights”, tornou-se prática tão comum que a maioria das casas noturnas faz vista grossa para elas. Só que agora a imprudência e a vontade de experimentar sensações desconhecidas vêm conduzindo os frequentadores de clubes e raves a um comportamento de duplo risco: além de usarem nas pistas substâncias ilegais de todo tipo, muitos passaram a misturá-las com um coquetel de drogas farmacêuticas de acesso fácil e efeitos, algumas vezes, devastadores. Anestésicos de uso veterinário, remédios para impotência e até medicamentos para tratamento de aids ingressam facilmente nos clubes para ser consumidos com cocaína e comprimidos de ecstasy.”

Nos Estados Unidos, relata a revista, o uso “recreativo” de analgésicos – ingeridos sozinhos ou misturados a outras drogas – já é a causa de 40% das 22 400 mortes anuais provocadas por overdose. “Alguns desses analgésicos têm toxicidade superior à da heroína vendida nas ruas”, diz McLellan. No Brasil, vem se popularizando nos clubes noturnos o coquetel conhecido por “bomba”. Vendido a 200 reais, ele inclui uma cápsula de ecstasy, uma pílula para impotência e dois comprimidos de antirretrovirais. A lógica distorcida por trás do uso da combinação é que o remédio contra a impotência evita o efeito vasoconstritor do ecstasy e possibilita a ereção, enquanto o antirretroviral “protege” contra o vírus HIV em uma eventual relação sexual sem camisinha. “O uso conjunto dessas drogas é um desvario”, diz o infectologista Juvencio Furtado, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. No Brasil, médicos de fato prescrevem antirretrovirais para quem não tem o vírus HIV e foi, ou pensa ter sido, exposto a ele – caso de mulheres que sofreram abuso sexual ou de profissionais de saúde que foram vítimas de acidentes durante uma cirurgia, por exemplo. Para evitarem o contágio, eles usam um coquetel de três antirretrovirais – mas ao longo de um mês, e não por uma noite. “Não há nenhuma comprovação de que uma única dose de antirretroviral antes de uma noite de sexo sem proteção produza efeito”, diz o infectologista Artur Timerman.”

É quase díficil acreditar, mas é examente isso o que está acontecendo: insatisfeitos em fazerem uso de somente um tipo de droga (que já é um grave erro) alguns jovens estão fazendo verdadeiros coquetéis de entorpecentes a fim de “revigorar suas forças” para as baladas, usando até mesmo medicamentos veterinários e, de quebra, tentando se resguardar contra a AIDS (como um salvo conduto para o sexo irresponsável), equivocadamente ingerem medicamentos antirretrovirais.

Fonte: Veja
Fonte: Veja

Caro leitores, essa situação é triste, deplorável e demonstra qual a perspectiva de vida que boa parte dos jovens de hoje possuem. É a busca pela felicidade passageira; o prazer ilimitado e a sexualidade irresponsável.

É motivo de choro alguns depoimentos que constam da matéria. Segundo a revista: “Muitas vezes, os jovens optam por consumir as drogas antes de chegar à balada, nos chamados encontros de “esquenta” ou “chill-in”, na casa de amigos. Foi numa dessas reuniões pré-balada que a vendedora Letícia, de 20 anos, chegou a misturar quatro tipos de droga, além do álcool: “Cheirei cocaína, fumei maconha, tomei ácido e ecstasy, tudo de uma vez”. O resultado foi uma “bad trip” da qual ela não gosta nem de se lembrar. “Agora, só misturo cocaína com álcool – e para poder cheirar mais”, diz.”

Em outra parte da matéria é dito o seguinte: “São 3h15 da manhã num dos mais conhecidos clubes de música eletrônica em São Paulo. Para a maioria dos presentes, a noite mal começou. Para outros – como as duas garotas na faixa dos 20 anos que cambaleiam pela pista, despejando vodca em quem quer que passe à sua frente –, ela já está prestes a acabar. “Usamos bala (ecstasy) e tomamos três copos de vodca”, diz Júlia, uma das meninas. “O problema é que não jantamos antes de sair de casa por causa da dieta”, justifica-se. Depois de ver a amiga tateando o ar e cair mais de sete vezes no chão, ela decide pagar a comanda e partir num táxi, a salvo – pelo menos até a próxima festa.”

Percebam o que a Júlia diz: “O problema é que não jantamos antes de sair de casa por causa da dieta”.

Não, Júlia! O problema não é que vocês não jantaram. Se esse fosse o seu problema, tudo estaria resolvido. A questão é que você, juntamente com suas amigas escolheram uma vida cujo fim pode ser trágico. O problema é que falta a você, tanto quanto a suas amigas e amigos de balada, um propósito verdadeiro de vida, de modo que sua existência tenha verdadeiro sentido, e isso, colega, somente é encontrado em Cristo!

www.comoviveremos.com

Mudas de maconha

Semanalmente no Congresso Nacional, seja no Senado ou na Câmara, um dos nossos nobres parlamentares solta uma pérola digna de prêmio. A última da vez foi a do deputado Pedro Teixeira (PT), que saiu com a idéia da liberação do plantio de maconha para uso pessoal e penas alternativas para “pequenos traficantes”. Ele defende, informa o Conjur, que seja dada a permissão para o usuário plantar “três ou quatros mudas” de maconha, para consumo próprio.

Sem delongas, passo a palavra ao sábio Bezerra da Silva, a fim de que ele próprio explique ao nobre deputado o resultado futuro da idéia, caso implementada:

“Meu vizinho jogou
Uma semente no seu quintal
De repente brotou
Um tremendo matagal”

Liberação da maconha: reduzindo gastos

expresidentes

Valmir.Nascimento

A liberação da maconha voltou a ser assunto de debate na última semana depois que os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (Brasil), César Gaviria (Colômbia) e Ernesto Zedillo proporam mudanças na política mundial de drogas.

Além de outros meios de comunicação, o assunto é matéria de capa da revista Época desta semana.

Os três ex-presidentes fazem parte da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, e como não encontraram maiores fundamentos para a liberação da cannabis, voltaram a expor o velho e fraco argumento econômico dizendo que “os governos gastam bilhões de dólares por ano, mata-se, prende-se, mas o tráfico se sofistica, cria poderes paralelos e se infiltra na polícia e na política“.

Até onde eu sei os governos gastam bilhões não somente para reprimir o uso de entorpecentes, mas também para acabar com outras formas de criminalidade como o roubo, homicídio, estelionato, etc. Portanto, a criminalidade se sofistica não somente em relação aos entorpecentes.

Assim, se aplicarmos a lógica dos defensores da liberação da maconha segundo o argumento acima exposto, pergunto se seria o caso também de não tipificar como crime o roubo, o homicidio e o estelionato?!?! Essa é a conclusão a que chegamos baseado nessa idéia estapafúrdia dos ex-presidentes. Afinal, esses crimes também provocam grandes gastos para o poder público.

O que precisam entender é que o valor gasto pelo Estado na repreensão do crime não pode ser analisado simplesmente pela ótica financeira. Não se retira o potencial criminoso de um determinado ato (usar/vender droga) somente para diminuir o gasto do país com a criminalidade.

Quando a questão é a segurança pública não se faz contas de quanto poderiamos economizar, como se estivéssemos fazendo a lista de compras de nossa casa. De forma alguma. A tipificação de um crime nunca, jamais, leva em consideração o impacto financeiro ao Estado, ao revés, considera o bem jurídico a ser tutelado, no caso do uso/venda da maconha considera-se o efeito nocivo à toda sociedade. 

Como escreveu Milton Corrêa da Costa: “Três conseqüências advirão de tal permissividade: a diminuição do estigma social, a redução do preço e o aumento do consumo. Uma porção de maconha custará o mesmo que um saquinho de chá e em qualquer esquina ou no pátio de uma escola não haverá problema em fumar um baseado. Imaginem um piloto de avião que resolve, antes do vôo, fazer uso de maconha ou cheirar cocaína? Liberar a droga significa escancarar, ainda mais, a perigosa porta de entrada para o caminho da destruição, por onde ingressarão mais e mais jovens. O resultado na Holanda não foi dos mais promissores. Cerca de 5 mil dos 25 mil dependentes lá existentes são responsáveis pela metade dos crimes leves. O uso da maconha subiu 400% em razão da liberação”.

Além dos mais, no âmbito econômico a experiência da Holanda demonstra que a liberaçào da maconha é um tiro no pé, isso porque, como noticiamos aqui no blog, com a liberação do comércio de drogas Amsterdã atraiu “os turistas de entorpecentes” dispostos a consumir de tudo, não apenas maconha. Isso fez proliferar o narcotráfico nas ruas do bairro boêmio. O preço da cocaína, da heroína e do ecstasy na capital holandesa está entre os mais baixos da Europa.

E tem mais. Além de ofender os principios éticos, provocar males na saúde física e psicologica do usuário e também atentar contra a saúde pública, a liberação do maconha é um notório retrocesso social. Enquanto o mundo caminha no sentido de acabar com o uso do cigarro, com medidas cada vez mais intolerantes, outro grupo tenta agora liberar o uso da maconha. Paradoxo. Verdadeiro paradoxo!