Relativização é o primeiro passo para a inversão de valores


Editorial Mensageiro da Paz – Ano 80 – nº. 1497

Uma das marcas da pós-modernidade (como é definido, pela maioria dos cientistas sociais, esse período da História em que estamos vivendo) é a relativização dos valores. Entretanto, é importante notar que a relativização de valores, que em si mesma já é um mal, não se constitui o final do processo de degeneração moral por que passa a humanidade, mas é apenas uma etapa para se chegar à conclusão lógica de sua implementação. A relativização dos valores, via de regra, é tão somente o primeiro passo para a inversão de valores.

Primeiro, se relativiza o valor para, depois, substituí-lo por outro com o qual foi equivocadamente equiparado no processo de relativização. A relativização não objetiva a lógica hegeliana de tese + antítese = síntese (lógica esta inaplicável na maioria esmagadora dos casos). O seu objetivo é forçar uma equivalência absurda entre a virtude e o vício para, mais à frente, tornar a virtude um vício e o vício, uma virtude.

Eis um exemplo atual disso: Recentemente, a psicóloga francesa Maryse Vaillant lançou um livro intitulado Les Hommes, I’amour, la fidélité (“Os homens, o amor e a fidelidade”). Essa obra é um sucesso de venda em seu país. Mas, o que Vaillant defende ali?

Diz a psicóloga francesa que “a infidelidade conjugal é essencial para o funcionamento psíquico de muitos homens, que não deixam de amar suas mulheres por causa disso” (sic). Ela defende que a maioria dos homens precisa de seu próprio espaço e considera a infidelidade deles “quase inevitável”, além de considerar que aqueles que não têm casos extraconjugais podem ter “uma fraqueza de caráter” (sic). Explica Vaillant: “Eles são normalmente homens cujo pai era fisicamente ou moralmente ausente. Esses homens têm uma visão completamente idealizada da figura do pai e da função paternal. Eles não têm flexibilidade e são prisioneiros de uma imagem idealizada das funções do homem”.

Ou seja, para Maryse Vaillant, uma das psicólogas mais famosas da França e uma senhora divorciada há 20 anos, infidelidade conjugal é virtude e fidelidade conjugal é “fraqueza de caráter”, é “anomalia”, algo praticamente “doentio”, “patológico”. Inclusive, ela enfatiza que aceitar a infidelidade masculina pode ser “uma experiência libertadora para as mulheres”. É a beatificação da infidelidade e a condenação da fidelidade! Isso não é relativização de valores. Isso já é inversão total de valores. Mas, só pôde-se chegar a esse ponto (de defesa acadêmica da imoralidade) na sociedade ocidental porque, primeiro, houve uma relativização do que é o casamento e o seu valor até chegar ao ponto em que todo o conceito bíblico e moral de casamento se esvai, sendo substituído pelo seu inverso.

Todos os princípios morais e bíblicos sobre o casamento, como os de Êxodo 20.14, Mateus 5.27,28, Provérbios 5.18 e Hebreus 13.4, passaram agora a serem vistos como algo até mesmo “pernicioso”. E é exatamente o mesmo que está sendo feito em relação ao homossexualismo (vista hoje como natural) e à religiosidade (vista por alguns como “mal social”). Cabe a nós remarmos contra a maré dessa época, chamando as coisas pelos seus verdadeiros nomes.

Fonte: CPAD

62 comentários sobre “Relativização é o primeiro passo para a inversão de valores

  1. A relativização de valores teve consequencias bem mais profundas, como todos sabemos.
    Ao reduzir os princípios cristãos essenciais do Bem e do Mal a meros conceitos subjetivos, esta tática satânica reduziu também Deus a uma simples construção filosófica ou, conforme a doutrina da moda, a um fenômeno sociobiológico.
    Isto deu início a um verdadeiro culto ao mal, que eu considero o aspecto mais nefasto deste processo. Bandidos e transgressores em geral são hoje idolatrados como heróis nos livros, filmes e nas telenovelas, enquanto os personagens honestos e de bom caráter são representados como chatos, burros, tolos e mal informados.

  2. Olá!

    Desculpe mas sem a relativização dos valores, corremos os riscos de um novo nazismo, só por exemplo.

    A axiologia precisa estar em trânsito ou toda a sociedade fica parada no tempo: e emperrar os valores é estagnar a marcha da história. A realidade, disse um sábio, é um exército móvel de metáforas: querer estancar este fluxo é querer estar fora da realidade. Não é possível e nem sensato.

    Valores não são absolutos, são atribuídos, convencionados historicamente, num dado espaço geográfico, numa dada comunidade humana, num determinado espaço de tempo.

    Pretender alcançar uma axiologia imutável parece apenas falta de estudo…

    Abraço!

  3. Olá Duda!

    A respeito do seu comentário, gostaria de dizer que se não haver valores absolutos, expressões tais como “a sociedade fica parada no tempo” ou “estagnar a marcha da história” não tem sentido algum, pois só se pode dizer que algo avançou em relação a um ponto fixo, algo absoluto. A palavra que usaste, “sensato”, de acordo com seu modo de pensar, não significa nada, pois se não há um padrão absoluto pelo qual podemos classificar algo como sensato, como diferenciar a sensatez da estupidez?

    Seu exemplo do nazismo serve contra você mesmo, já que, aparentemente, você o condena. Como classificar o nazismo e toda a desgraça que adveio dele como uma coisa má se nem ao menos podemos saber o que é bom ou mal? Em que você se baseou para classificá-lo? Não por acaso, o holocausto surgiu graças ao relativismo moral, já que para poder matar judeus e outros sem dor na consciência foi necessário desconsiderá-los como seres humanos.

    E, ao final, você ainda comete uma falácia, atacando o autor do texto ao invés do que ele escreveu, acusando-o de ignorante por defender a existência da verdade absoluta, já que a sua argumentação foi totalmente desqualificada por suas próprias palavras…

  4. Relativizar valores é a marca registrada desta geração. Lutar contra essa onda é lutar contra quase toda uma geração. Mas vamos lá…vamos a luta.

  5. Olá Leandro!

    Como fico feliz com seu comentário: quer dizer que alguém aqui está disposto a conversar.

    Muito bem, então. Vamos lá. Em nenhum momento eu disse que ser relativista significa não ter qualquer parâmetro sobre o que é bom e o que é mal: você é quem está dizendo isso, por sua conta.

    Relativismo quer dizer que os critérios que definem o que é bom e o que é mal — eles sempre existem! como não existiriam?! — são pautados por uma dada realidade sócio-histórica, num tempo e num lugar específicos, numa comunidade humana específica. Entendeu isto?

    Não é que os critérios não existam, mas significa que eles são SEMPRE convencionados, segundo a cosmovisão e, consequentemente, segundo a Ética calcada nesta cosmovisão.

    O bem e o mal existem, mas não como dados absolutos e transcendentais. “Bem” e “Mal” são conceitos que variam enormemente entre as culturas e mesmo dentro de uma mesma cultura com o passar do tempo. É apenas isso que significa ser relativista. Entendeu? Agora fica mais claro para você a minha posição?

    Agora que está mais claro o conceito de relativismo, se você ainda quiser colocar alguma questão, vou adorar continuar esta conversa.

    Abraço!

  6. Aliás, Leandro, onde no meu comentário você achou um ataque ao autor do texto? Mesmo que eu realmente o considere severamente defasado em vários pontos, neste comentário especificamente não vejo nenhum ataque pessoal.

    Eu disse e endosso: “Pretender alcançar uma axiologia imutável parece apenas falta de estudo…” Se você o autor, nos seus estudos, me apontarem qualquer sociedade que tenha definido valores absolutos inquestionáveis, que tenham efetivamente este status em alcance global — valores aceitos em todas as culturas e em todos os tempos — então por favor apresente-nos! Eu ficarei muito feliz com isso e vou precisar mudar de opinião diante deste novo dado. Por enquanto, ainda não encontrei e não sei de ninguém que tenha encontrado…

    Abraço, Leonardo. Não se chateie comigo, estamos apenas trocando idéias.

  7. Não há crime e nem pecado sem lei. A Lei de D’us é a bússola do crente sem a qual fica a deriva. Vale qualquer coisa.

  8. Duda:

    “Em nenhum momento eu disse que ser relativista significa não ter qualquer parâmetro sobre o que é bom e o que é mal: você é quem está dizendo isso, por sua conta.”

    Todo o seu texto transpira o que eu afirmei. Inclusive a frase que citei acima. Um conhecimento novo só se forma quando passamos de um entendimento errado para um correto. Mas só sabemos que algo é correto a partir de um referencial que, por definição, deve ser fixo. A questão é que, se qualquer um pode redefinir os parâmetros de comparação, na verdade não há conhecimento novo algum. Estamos só perdendo tempo.

    Portanto, antes de continuarmos a nossa conversa, gostaria que me dissesse: porque você acha que esta sua visão da realidade, o relativismo, é melhor que o absolutismo axiológico?

    Ps.1: Você não respondeu porque acha o nazismo ruim;
    Ps.2: O ataque ao autor foi no último parágrafo, onde colocou que quem crê na existência de valores absolutos é ignorante (‘Pretender alcançar uma axiologia imutável parece apenas falta de estudo…’).

  9. Olá Leandro! Isso está ficando bom…

    meu texto não transpira nada: ele diz o que quer, se você entende mais do que eu disse, parece que é você que está extrapolando.

    Não há entendimento certo e conhecimento errado: e não é qualquer um que pode definir isto! Isto é algo muito mais complexo, é configurado culturalmente, por convenções, acordos, leis, regimentos, etc. Não se faz isto por decreto. Parece ingenuidade acreditar que eu disse que “qualquer um” pode definir estes parâmetros culturais… ou você está tentando distorcer o que eu disse?

    Eu nunca disse que o relativismo é melhor que o absolutismo axiológico: isto já seria absolutista em princípio. Eu disse que a realidade funciona assim e lhe pedi que me desse pelo menos um exemplo de um valor absoluto, transcultural, universalmente aceito em todas as épocas. Se você conseguir me mostrar um, encerramos a discussão no ato.

    Eu não disse que acho o nazismo ruim. E você também não disse porque acha o nazismo bom.

    Falta de estudo não é algo necessariamente ruim. Aliás, conheci muita gente sábia que nunca teve estudo. Veja só como tudo é tão relativo… e se o autor se sentir atacado, ele pode me responder a qualquer momento, sem precisar que alguém o defenda.

    Estou gostando de conversar com você, mas gostaria que você apenas me desse um único exemplo de valor transcendental, válido em todo planeta em todas as épocas. Só assim eu passo a considerar que sua opinião tem alguma mínima consistência. Gostaria que você focasse nisso e me trouxeste este exemplo. Eu não estou discutindo preferências, nem quero atacar ninguém, nem cabe a mim julgar o nazismo. Eu quero apenas tentar mudar de perspectiva, se a sua proposta argumentativa tiver alguma consistência. Até agora não tem.

    Abraço!

  10. Aliás, Leandro, em 1919 Einstein comprovou, em Sobral, no Ceará, a sua teoria da relatividade. Se até mesmo um conceito como espaço-tempo se submete à relatividade, creio que seja tarefa árdua para você encontrar um conceito valorativo universal… mas veja pelo lado bom: se você conseguir, além de me convencer, você corre o risco de entrar para a história!

    Boa sorte!

  11. Pois então não entendo o porque iniciaste esta conversa, já que esperava que manifestasse o entendimento que professas. A consequência do relativismo é esta: não levar a lugar algum, a não explicar nada.

    “Não há entendimento certo e conhecimento errado: e não é qualquer um que pode definir isto”

    Não há a mínima diferença se é uma pessoa ou um grupo delas, ou talvez a maior parte delas, que define o que é certo e o que é errado. A verdade é descoberta, e não definida. Como se poderia dizer que o código de conduta que eu criei seja melhor que o código de conduta que você criou? Esta matéria transcende a nossa existência. Não nos cabe definir o que é certo e errado; antes, seguir ou não a verdade.

    “Eu disse que a realidade funciona assim”
    Você está confundindo “o que é” com “o que deveria ser”; atrapalhando-se igualando Sociologia com Moralidade. Aquela é descritiva; esta é prescritiva.
    O fato das pessoas serem sexualmente mais liberais hoje do que décadas atrás não significa que a pureza sexual não seja certa ou que o adultério não seja errado. Indica apenas que as pessoas as violam, não que estes valores não existam.

    “meu texto não transpira nada: ele diz o que quer”
    “Eu nunca disse que o relativismo é melhor que o absolutismo axiológico”
    “Eu não disse que acho o nazismo ruim. E você também não disse porque acha o nazismo bom”
    “Eu não estou discutindo preferências, nem quero atacar ninguém, nem cabe a mim julgar o nazismo”

    Você, realmente, não diz nada. Com o relativismo, as coisas são assim. Não há conhecimento novo; não há passagem de um entendimento errado para um certo; já que tudo é válido. Aliás, Hitler para o relativista não difere em nada da Madre Tereza de Calcutá. Já para o que entende a existência de valores absolutos transcendentes, a madre fez o bem enquanto Hitler fez o mal. Como exemplo, esta nossa própria discussão tem sentido (segundo o absolutismo), já para você (relativista), não. Simples assim.

    “gostaria que você apenas me desse um único exemplo de valor transcendental”
    Que tal o amor? E a justiça? E a paz? Me fale de alguém, em alguma época, que ache que amar é errado? Ou que a injustiça é louvável? E que viver inquietado é bom? E a liberdade? E o direito à vida?

    “Falta de estudo não é algo necessariamente ruim. Aliás, conheci muita gente sábia que nunca teve estudo.”
    Com certeza, conheço também muita gente que não teve educação formal e é sábio. Mas conheço muita gente também que se gaba de ter uma boa educação e não passam de tolos. Tudo depende de como o conhecimento adquirido é utilizado.

    Quanto ao Einstein, sua teoria da relatividade é a uma linha de comprovação científica de que o Universo teve um início e sua descoberta foi o começo do fim da idéia de que o Universo é eterno. A teoria em si, que foi comprovada até cinco casas decimais, exige um início absoluto para tempo, espaço e matéria. Ela mostra que tempo, espaço e matéria estão correlacionados, ou seja, são interdependentes – você nunca pode ter um sem os outros.

    Eu posso dizer, com toda a tranquilidade, que o relativismo não está com a razão. Já você não pode fazer a mesma coisa contra o absolutismo. A própria definição a auto-refuta.

    Abraços!

  12. Olá Leandro,

    Parece que você ficou pessoalmente magoado com a questão. Veja só, você ainda precisa entender o que é relativismo para não repetir que Hitler e Madre Tereza, nesta perspectiva, não diferem em nada: isto é um absurdo provocado por seu entendimento distorcido do que é relativismo.

    Estude um pouco mais de história ou antropologia e veja que mesmo os valores que você considera universais (amor, paz, justiça, etc…) diferem demais entre as sociedades e entre as épocas. O Amor grego à época de Platão era totalmente do amor romântico da França e da Alemanhã no séc. XVI, que são diferentes do amor na visão psicanalítica, que por sua vez difere totalmente do amor cristão, por exemplo.

    Da justiça, vamos ver: há culturas em que o aborto é justo, há culturas em que a pena de morte é justo, etc…

    E a paz, francamente, se a paz fosse realmente um valor universal, por que então TODAS as sociedades humanas sempre viveram em guerra?! As sociedades que tem a paz como valor não estão produzindo armas nucleares também? O conceito de paz também é totalmente relativo, como todos os outros.

    Parece que você perdeu o foco da conversa, e ainda não conseguiu chegar a um exemplo consistente.

    Abraço!

  13. Caros…o debate está interessante, e como sempre o nosso amigo Duda se atrapalha com a defesa do relativismo moral. Mas ele não é o único. Todos quantos o defendem acabam cedo ou tarde contrariando a própria lógica. É dizer: a frase “a verdade e a moral são relativas” é, em si, contraditória, na medida em que estabelece um absoluto. Qualquer iniciante de filosofia sabe perfeitamente que essa situação viola aquilo que Aristóteles chamou de lei da não-contradição.

    Mas, repetidamente, os defensores do relativismo tentam em vão suscitar possibilidades para a defesa do relativismo, com teses prá lá fracas. O próprio Duda
    afirma que “Relativismo quer dizer que os critérios que definem o que é bom e o que é mal — eles sempre existem! como não existiriam?! — são pautados por uma dada realidade sócio-histórica, num tempo e num lugar específicos, numa comunidade humana específica”.

    Extrai-se de suas própria palavras a inexistência de relativismo pleno, pois, conforme afirma, o bem e o mal existem (isso é uma afirmação absoluta), entrentanto, como se percebe, existe segundo ele um relativismo situacionista (que maravilha), posto que as concepções de bem e mal sofreriam variações em conformidade com a realidade histórico-social.

    O Leandro rebateu muito bem essa argumentação, ao lembrar que não se deve confundir sociologia com moralidade. Aquela analisa comportamentos e essa prescreve condutas. Em outras palavras: sociologia trabalha com fatos, moralidade com valores.

    Tentar unir as duas coisas é um grande embuste. Geisler observa que se todos os julgamentos morais são reduzidos a descrições daquilo que é, então não há base para oferecer prescrições para o que deve ser.

    Ora, se vivermos baseado naquilo que é (fatos) removemos qualquer tipo de limitação de comportamento do ser humano, na medida em que retiramos a legitimidade para apontar condutas equivocadas baseado em valores absolutos. Ou seja, a sociedade ou o grupo determina o que é moralmente correto. A moral torna-se em uma convenção. E isso é um perigo para o homem e para a sociedade, pois, quanto mais as condutas desregradas são legitimadas mais o mundo paga o preço. E nesse hora, os relativistas que geralmente são pragmáticos, fecham os olhos para não ver os efeitos práticos de tal visão.

    Além disso, como observou Joseph Fletcher em seu Ética Situacional, o situacionista evita palavras como “nunca”,”perfeito”, “sempre” e “completo” como evita a praga, como evita absolutamente.

    Interessante como o Duda não gosta desses termos.

    abç

    Ps. Duda, pára com essa “estória” de dizer que todos quantos lhe contradizem estão magoados, nervosos etc. Essa é uma tentativa de desvirtuar o debate, como se a outra pessoa tivesse se ofendido com aquilo que escreveu. Seja objetivo, meu caro.

  14. Olá Editor, conseguir chamar sua atenção me faz ganhar o dia! Você deve andar muito ocupado salvando almas que não me respondia mais. Em primeiro lugar, como vocês são defensivos hein? O Leandro veio dizer que eu tinha “atacado” o autor do texto – que eu nem conheço! Imagine só… – e com isso se condoeu e veio debater comigo. E agora o Editor do blog em pessoa veio em defesa do Leandro. Na boa, se não é porque vocês estão ressentidos, vocês são beeem defensivos.

    Olha só, vocês dois estão tergiversando só pra ficar desmerecendo minha posição, porque eu já sou todo errado, não vou pro céu e tal, e ainda não tenho mestrado em antropologia e nem nunca publiquei um artigo como vossa rara sapiência (aliás, a palavra “sapiência” é a sua cara)… e você agora você desce das suas santas ocupações e vem desmerecer a minha opinião só pela minha falta de erudição. Como é que tu me faz um negócio desses, meu irmão? Peraê…

    Prezado Editor: todos sabem que desqualificar o argumento pelo desmerecimento do autor do argumento é uma falácia.

    Vocês ficam dizendo que eu não digo nada, que relativismo não existe e tal, mas eu, pra mudar de opinião, só pedi a vocês que me trouxessem como argumento irrefutável UM ÚNICO valor universal e absoluto.

    Vocês do clubinho poderiam perder menos tempo com conversa mole e me trazerem este valor absoluto embrulhado pra presente, esta jóia rara: eu prometo que mudo de opinião.

    E vamos ficar de bem todo mundo, senão “como viveremos?”

    Como saudação amistosa, já que vocês gostam tanto de lógica: tudo que é raro (como este valor absoluto) é caro?

    Abraço!

    P.S.: “sapiência”… muito boa…

  15. Outra coisa, eu não estou debatendo nem sociologia e nem moralidade. Não estávamos todos falando apenas de axiologia?

    Vôte, e eu nem sou mesmo relativista…

    Abraço!

  16. Olá Editor. Quanto aos seus comentários, eu gosto deles do jeito que são: até facilitam.

    E já que você tocou no assunto, fiquei decepcionado por você ter “editado” fora alguns vários comentários meus. Você alegou, na ocasião, meu “anonimato”, mas agora parece que já não sou tão “anônimo” assim no seu blog.

    Você, Editor, é um debatedor, mas ao mesmo tempo é também o juiz, selecionando todos os argumentos publicados, segundo sua própria lógica e sua própria conveniência. Trata-se de uma posição altamente vertical, onde você tem total poder e você se utilizou deste recurso tirânico, ditatorial mesmo, para apagar vários argumentos meus.

    Além disso, você ainda entra numa argumentação que não era com você, com toda autoridade que você exerce dentro do seu próprio blog, fazendo do Leandro um aliado seu contra mim, e ainda tem poder para apagar meus comentários… parece um pouco injusto, mas eu aceito. Não tenho nada a perder, e se eu estiver errado, tanto melhor: mudo de idéia e fico quase tão sabido quanto vocês.

    Abraço!

    P.S.: cadê o valor absoluto? UM ÚNICO que seja e todo o relativismo entrará em colapso!

  17. Na verdade, eu sei da existência de UM valor universal, de UM conceito transcendental, válido para sempre em qualquer cultura. Mas é um único, e vocês provavelmente não saberão qual é.

    Vou dar apenas uma dica: quando vocês acharem e entenderem este único valor absoluto, mesmo este valor não vai ajudar no argumento de vocês…

    E aí, em quanto tempo vocês serão capazes de encontrar a solução da minha interrogação, o tal valor absoluto, e atestarem definitivamente o absolutismo axiológico.

    Olha que eu dei uma bela colher de chá…

    Abraço!

  18. Duda:

    “Outra coisa, eu não estou debatendo nem sociologia e nem moralidade. Não estávamos todos falando apenas de axiologia?”

    Ainda estás a fazer confusão. Dá uma olhada no que significa axiologia “Estudo ou teoria de alguma espécie de valor, particularmente dos valores morais”. Então, estamos falando, sim, de moralidade e sociologia.

    E os valores os quais mencionei anteriormente continuam válidos, muito embora pessoas as tenham deixado de lado. Não confunda “o que é” com “o que deveria ser”.

    Engraçado é que você está reclamando de ser tratado de forma injusta. Baseado no que?

    Abraço!

  19. Duda,

    Vamos por partes, a fim de facilitar a compreensão:

    1 – Você até que não é bobo. Porém, infelizmente foi negativamente influenciado pelo relativismo de tal modo que perdeu o senso da plausibilidade argumentativa. Acredido sinceramente que isso possa ser resolvido com a abertura da sua visão crítica, passando a analisar os argumentos em que você mesmo acredita.

    2 – Não vim em socorro do Leandro, mesmo porque, quem estava precisando de socorro era você. Além disso, hehe, salvo engano sou o editor do blog.

    3 – Os debates que ocorrem nesse blog não possuem o objetivo simplesmente de demonstrar conhecimento ou de “destruir” adversários. Esse nunca foi o foco. O objetivo é a demonstração da validade e da sustentação da fé cristã segundo argumentos lógicos. Significa dizer que o evangelho não é um “salto no escuro” ou uma religião de final de semana. É, antes, a compreensão de toda realidade, centrada no Senhorio de Cristo e na salvação proporcionada por sua morte. O cerne da fé cristã, Duda, não é a razão pura e simplesmente. Apesar dela ter sua importância, acreditamos que o principio basilar está no nosso relacionamento pessoal com Cristo e no amor que daí flui.

    4 – No que tange ao exemplo de um valor absoluto, que tanto nos pede, como se não existisse, como sói pensar que resolveu a questão, eis então alguns valores imutáveis, universais e transcedentes que a humanidade nunca rejeitou: coragem (exeplifique historicamente a valorização da covardia); lealdade (mostre-me um povo que tenha aceitado a traição) ; altruísmo (como disse Lewis: “Os povos discordam a respeito de quem são as pessoas com quem você deve ser altruísta – sua família, seus compatriotas ou todo o gênero humano; mas sempre concordaram em que você não deve colocar a si mesmo em primeiro lugar. O egoísmo nunca foi admirado”; sinceridade (quem aceitou sem ressalvas a mentira?); caridade; deveres em reação aos pais; justiça etc…

    5 – Vamos lá, Duda. Caso não concorde. Lerei atentamente sua refutação individualizada.

    6 – Em tempo, sugiro a leitura do livro “A abolição do homem”, de C.S. Lewis, pela Martins Fontes.

    abç

  20. Olá Editor,

    Em primeiro lugar eu não”acredito” no relativismo, e aliás, só aceitei defender esta perspectiva aqui por pura diversão e porque nunca encontrei um argumento que salvasse o absolutismo axiológico, a não ser uma fé que prescinde da lógica, da razão e de toda história da humanidade — bem igual à sua.

    Eu pessoalmente sou Niilista, e isto até faz de mim de certa forma um absolutista: mas apenas para afirmar que o único conceito que sempre teve o mesmo valor conceitual e axiológico em todas as culturas é o NADA. Nada tem sempre valor de nada. Em direção ao nada pleno me divirto enquanto vou.

    Todos estes outros conceitos, como coragem, altruísmo, egoísmo, etc, são TOTALMENTE RELATIVOS. É possível e fácil desconstruir numa perspectiva sócio-histórica cada um destes valores que você trouxe. Você duvida?

    Abraço!

  21. Uma boa risada inicial (kkkk).

    Essa é boa. Um niilista (cujo conceito está mais do que superado) tentando defender o relativismo. É uma junção no mínimo estranha.

    Faça o seguinte, caro Duda, depois que vc decidir em que realmente crê, e o que realmente quer defender, volte aqui para dialogar. Do contrário, sua cosmovisão será um quebra-cabeças indecifrável e sem perspectiva de manutenção. O seu niilismo é mais indefensável e insustentável do que o próprio relativismo em que você não acedita, mas defende com unhas e dentes. Aliás, defender algo por pura diversão é algo sem sentido. Mas, no final das contas, trata-se de uma postura niilista, afinal, o propósito não existe, não é mesmo? E se o propósito não existe, por que está a debater e tentando encontrar sentido para o seu dito niilismo”?

    No mais, permanece a dica de leitura e, também, os conceitos absolutos a fim de que explicite-os.

    abç

  22. A relativização é o primeiro passo para negar o absolutismo, portanto afirmar que a lavagem cerebral que a Igreja faz nas pessoas não é um verdade absoluta, mas sim uma verdade relativa ao discurso. Todos os princípios morais e religiosos são relativos, ‘mal’ é um conceito relativo, a única coisa absuluta é a matéria. Te provo meu ponto de vista, pois o que você define como bons costumes ou princípios morais não são definidos por si mesmos, não existem absolutamente, dependem de criações de correntes racionais, que por sua vez SEMPRE SERÃO RELATIVAS, não há como definir algo que deve ser absoluto, caso contrário todos teríamos os mesmos ideais.

  23. Olá Editor!

    Em primeiro lugar eu vou responder a uma de suas perguntas: “Engraçado é que você está reclamando de ser tratado de forma injusta. Baseado no que?”

    Como você realmente não parece entender, eu vou tentar desenhar: dois lutadores estão num ringue, mas o juiz é pai de um deles, então no meio da luta quando o filho do juiz está apanhando, o juiz, emocionalmente enviesado, e com a autoridade que lhe é conferida, interrompe a luta para que seu filhote se recupere. Outro dia isto aconteceu realmente, e o juiz lamentavelmente espancou um dos lutadores. O caso foi parar no youtube, as cenas são até meio chocantes.

    Mas deve isso deve parecer justo para você, não? Para que a gente veja que o nosso conceito de justiça é absolutamente relativo… como os outros conceitos e valores, feitos apenas de palavras sem nada dentro: relativas ao que as culturas fizeram delas.

    Pois é, eu considero um tanto injusto o fato de você poder apagar meus argumentos enquanto eu não posso apagar os seus. Mas eu não me importo, eu não preciso mesmo lançar mão deste recurso. Até porque eu sou contra este tipo de autoritarismo, sou a favor da liberdade de expressão e opinião, mesmo da sua.

    Em segundo lugar, eu gostaria de saber se o Leandro ainda quer continuar conversando comigo ou se é você que está argumentando por ele. Não é por nada, mas é que ele sumiu debaixo da sua asa como um pinto acuado…

    Abraço!

    P.S.: Aliás, já que estamos falando em justiça, se este valor fosse unívoco e absoluto, pra que mesmo precisaríamos de advogados?!

  24. Olá!

    Que bom que fiz você sorrir! Gosto de ver as pessoas felizes! Principalmente se eu puder compartilhar desta felicidade.

    Olha só, eu não preciso procurar sentido em nada, Editor. Eu apenas me divirto argumentando, sobre relativismo ou qualquer coisa que valha a pena defender: veja que eu tenho comentários sobre vários temas neste mesmo blog. Como niilista, não tenho o tipo de restrição neurótica com nenhum dos prazeres mundanos, e aí a minha vida fica mais leve, mais fácil, mais prazerosa, mais serena, pra que procurar sentido? eu apenas sinto, sem procurar coisa alguma.

    Fernando Pessoa já me ensinou que morder o fruto é saber-lhe o sentido. Pra que mais?!

    Eu vou apenas andando como sou e vou sendo como posso… minha existência frugal e despojada deve ser estranha pra você, mas eu não tenho grilo de ser como sou.

    Abraço!

    P.S.: Niilismo superado?! você tem cada uma.. como pode o nada ser substituído por mais um modismo intelectual, como um existencialismo, como um absolutismo, um relativismo ou outro “ismo” passageiro… você apenas ainda não entende suficientemente o que critica.

  25. Ei, eu também não estou defendendo o relativismo com unhas e dentes: só com argumentos. E você é que ainda não me trouxe um único valor absoluto (esses que vocês dois trouxeram eu desmonto com um singelo sopro socrático). E também não trouxeram nenhum argumento consistente.

    Abraço!

  26. Em primeiro lugar eu vou responder a uma de suas perguntas: “Engraçado é que você está reclamando de ser tratado de forma injusta. Baseado no que?”

    Opa! Preste atenção! Fui eu quem te perguntei isto!

    hehehe

    Não sumi, apenas estou aguardando você responder coerentemente minhas perguntas…

  27. Olá Leandro!

    Desculpa, eu confundi você com o Editor no último comentário. É que vocês se misturaram um pouco enquanto a gente conversava. A opinião de ambos é rigorosamente a mesma, sem muita personalidade, apenas repetindo o que já é repetição. Nada contra. Supernormal em pessoas de algumas igrejas, não é problema específico de vocês.

    Mas enfim, agora com o LEANDRO. Você disse:

    “(…) E os valores os quais mencionei anteriormente continuam válidos, muito embora pessoas as tenham deixado de lado.”

    Como é isso, Leandro?! As pessoas deixam os valores de lado, mas eles continuam existindo?! Existindo pra quem? E quem é que dá valor às coisas se não são as pessoas?! Seu devaneio absolutista redunda numa metafísica estéril, de valores para ninguém, existentes, mas para ninguém.

    “Mas o que dizer do indizível, se é preciso precisão, pra quem crê no que é incrível não devanear em vão?”

    Abraço!

  28. Olá Editor, agora é com você. Você pediu um sopro socrático: fffffffff

    Viu? Não sobrou nenhum dos seus conceitos universais e absolutos… E isso foi há uns 400 anos antes de Cristo.

    Eu nasci há dez mil anos atrás, Editor, e tava lá quando Sócrates proclamou o conhecimento da própria ignorância como marco da verdadeira sabedoria. Eu sou antrolozóico, mas não tô gagá.

    Pode procurar aí no goooogle pra conferir se eu tô falando a verdade (a verdade absoluta, pois não! ahahaha)

    Abraço!

  29. Olá Visionário!

    Acho que talvez nem a matéria tenha status de algo absoluto. Aliás, a física já se surpreendeu com a imensa vacuidade da matéria: os átomos que consubstanciam a matéria são formados principalmente de partículas ínfimas rodeadas apenas por cargas elétricas num espaço relativamente gigantesco de… veja só: vácuo!

    Que é que você me diz disso?

    Abraço!

  30. Ah, Leandro, e quanto ao por quê de eu considerar este debate um tanto injusto, eu já respondi, mas é preciso esperar para saber se o Editor vai publicar ou se vai apagar a minha resposta.

    Abraço!

  31. Editor, o Leandro tá querendo saber proque eu considero o debate um tanto injusto: mas é só porque o comentário em que eu expliquei ainda está sofrendo “considerações”. Parece-me que ele vai ser apagado como os outros, mostrando que eu estou mesmo certo em considerar este desnível de poder, este poder de que você usufrui como argumentador e Juiz da argumentação. E aí Editor? Apagando os meus comentários você só prova que eu estou certo, mas publicando, você fica mal na fita, com cara de censor… Eu, se fosse você apagava mesmo: é melhor ser você mesmo, autêntico, do que querer passar uma imagem falsa de “espaço aberto”, “livre expressão”, “debate aberto”, “diálogo”… definitivamente são coisas que não combinam com sua carinha redonda, muito menos com a sua postura até aqui.

    Abraço!

  32. Leandro, Editor, tanto faz, vocês parecem ser a MESMA pessoa, certo? E eu é que sou chamado de “Anônimo”… ah, essa foi boa… belo truque Editor, mas eu já fazia isso quando era menino…

  33. Aliás, Editor, tem mais uma: não é apagando meus comentários que você vai salvar minha alma — eu tô pressupondo que este debate é apologético, certo? Se você pretende salvar minha alma, ou qualquer outra, basta ter argumentos que levem a crer nas suas perspectivas. Mas se você continuar tapando minha boca à força, como é que eu vou conseguir ser envolvido por sua apologia? Você é um apologeta ou um mero debatedor mundano?

    Você não está desempenhando muito bem o seu papel. E olha que eu sou esforçado e quero muito ir para o reino do céu. Se você perder uma alma quer quer salvação só porque está sendo autoritário na sua maneira de argumentar, que competência você tem como apologeta, afinal?!

    Desculpe se minhas palavras são tão diretas, mas é meu jeito de falar: digo na lata.

    Abraço!

  34. Duda, Duda…

    “As pessoas deixam os valores de lado, mas eles continuam existindo?”

    A lei da gravitação universal foi formulada pelo físico inglês Sir Isaac Newton em sua obra Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, publicada em 1687. E, por mais incrível que lhe pareça, a gravidade existia antes disto! E, acredite: mesmo se Newton não a tivesse descoberto, os corpos ainda assim seriam atraídos pela terra! Loucura!

    Assim são os valores, meu caro: descobertos, não inventados. São absolutos porque tem uma fonte absoluta, Deus, em quem não há sombra de variação.

    Quanto à pergunta que fiz sobre você achar injusto o debate, foi só retórica: na verdade, defendendo o que você defende, não tens a mínima condição/direito de considerá-lo realmente injusto. No máximo só pra você, não é mesmo?

    E só para relembrar respostas nitidamente atrapalhadas dadas por você anteriormente, o Holocausto judeu ocorreu com mais facilidade tornando o valor intrínseco da vida humana relativo: raça ariana é humana, raça judaica não.

  35. Duda,

    Não desvie o foco, e responda as perguntas que lhe foram direcionadas. Pode ser ou está difícil?

    Não me recordo de ter excluído nenhum comentário seu neste post especificamente. Na verdade, fiz questão de publicar a todos, principalmente suas divagações acusatórias, que não chegam a lugar algum. Quanto aos demais, no blog, modero todas as vezes que existem ponderações ou críticas desarrazodas contra qualquer pessoa.

    Agora, se não consegue debater dentro de uma linha de raciocínio, passando a acusar seu interlocutor, acho melhor não começar nem a debater, amigo!

    Seja sucinto e objetivo!

  36. Esse Duda não diz nada com nada.

    Bom seria se ele pudesse responder as perguntas do debate.

  37. Olá a todos,

    parece que o debate inicial mudou umpouco de rumo: Editor, não falte com a verdade que isso é, além de feio, covarde: você apagou comentários meus apenas alegando o fato de eu ser “anônimo”. Eu só não tenho como provar justamente porque você tem o poder de deletar o que quiser com a justificativa que lhe der na telha. Mas isso são águas passadas.

    Editor, além disso desconfio cada vez mais que o Leandro Teixeira seja apenas um fake seu. Não importa.

    Voltando ao assunto, como eu já disse: as verdades não são descobertas, são criadas. Isso qualquer estudante de filosofia de qualquer curso de pé de escada sabe, já no primeiro período. Mas aí é uma questão de pressupostos, e realmente estes não são passíveis de argumentação. Mesmo porque minha argumentação cede à lógica racional e a de vocês (Editor-Leandro) está amarrada na fé.

    Daí em diante trata-se de uma questão de escolha, e discutir isto é chato e não leva a lugar nenhum.

    Mas o que eu disse está de pé e meu argumento é um só: não há nenhum valor absoluto que vocês possam me trazer que não sofra variações culturais e nem sofra variações com o tempo.

    O resto é balela, perfil fake e questões de fé — num ponto radical e irracional demais pra que a argumentação possa subsistir.

    Abraço!

  38. Olá,

    É Editor, “especificamente neste post” você não apagou nada: fico orgulhoso de você!

    No mais absolutismo axiológico não passa de uma epistemologia “naïve”, como eles dizem na academia.

    Como meus argumentos não mudaram nada a opinião de vocês e os de vocês não mudaram nada na minha opinião, sugiro que encerremos este debate por aqui e vamos iniciar algum outro que não fique empacado na fé. Vou continuar a comentar nos outros posts.

    Abraço!

  39. Só mais uma coisa: obrigado Editor por tentar salvar a minha alma. Se eu for pro céu um dia, vou procurar você por lá pra agradecer pessoalmente.

    Mas, em todo caso, ninguém mudou de opinião e nisso ficamos empatados (fazer o quê?!). Mas vocês fracassaram na missão apologética de vocês… parece que o placar então fica -1 pra vocês…

    brincadeira.

    Abraço! Até outro post!

  40. Um último parênteses: quanto ao caso da “descoberta” do Newton da teoria da gravitação, tenho uma revelação a fazer.

    Parece que um cara chamado Aristóteles tinha feito outra “descoberta” antes: as coisas caíam simplesmente porque perdiam o “ímpeto”. Era essa a “verdade absoluta” que havia sido “descoberta” então. Como sempre, as verdades absolutas e as descobertas estão sempre sofrendo upgrades e atualizações. Às vezes são bem radicais, até.

    Ou seja, são duas verdades totalmente diferentes para o fato de os objetos caírem no chão. Como é que você refuta este argumento Editor? Vai dizer que Aristóteles estava “errado”?! Gostaria de ouvir você dizer isto a ele, naquela época, e tentar convencer alguém da sua “verdade” absoluta, que só está em vigor há menos de 500 anos…

    Abraço!

  41. À época da “descoberta” de Newton, a Terra já era redonda? parece que nem é mais redonda, descobriram depois disso que o formato ainda é ligeiramente diferente de uma esfera, e inventaram outro nome…

    isto significa que em menos de 1000 anos (tempo ínfimo se considerarmos o tempo total de vida no planeta até aqui) a “verdade” sobre o formato da Terra mudou pelo menos 3 vezes.

    E aí Editor? Como é que pode a verdade absoluta mudar tanto? Eles estão errados ou estão mentindo? Ou o conhecimento é relativo?

    Pode fechar parênteses.

    Abraço!

    P.S.: Carlos Henrique, caso você não seja um fake: por que você diz que eu não digo nada?! Eu já apresentei vários argumentos, contra-argumentos, exemplos históricos… tem mais de 10 comentários meus só neste post. Agora você é que não disse nada mesmo, não se posicionou diante da questão e nem contribuiu com nenhum argumento. Vou esperar por você em outro post, que este já miou.

  42. Ih, Duda, já vi que a apelação começou.

    Você vem ao blog, deixa alguns comentários e reclama por eu não respondê-los; e quando os respondo reclama da mesma forma apresentando teses conspiratórios de que eu uso fake etc e tal.

    Se fosse um pouco mais esperto teria visto que o Leandro tem um blog, conforme se verifica no link do comentário dele. Basta ir ao http://liberdadeepensar.blogspot.com/

    Já disse Duda: Se não consegue debater, não comece.

    Ocorre, Duda, que vc acusa os cristãos de serem absolutistas, mas no fundo é exatamente isso que os relativistas e niilista também fazem: absolutistas que não aceitam ser confrontados. Quando o são, espanam e “pedem para mudar o debate”, ou então mudam o foco do assunto.

    Aliás, nem sei qual a sua intenção. Primeiro diz que vai debater em outro post, depois pede para responder seus argumentos.

    Decide aí Duda!

  43. O absolutismo moral é o primeiro passo para a discórdia e a guerra. Um povo sempre tentará dominar o outro, impondo seus valores e forma de pensar.

  44. Olá Editor!

    Está decidido, quero tudo: quanto mais melhor. Se você quiser responder ainda aos meus argumentos, eles estão postos, fique à vontade.

    Estou comentando em outros posts também. E a partir de hoje, em outros blogs. Vou aproveitar e visitar o blog do nosso querido Leandro Teixeira — que tanto faz ser ou não um fake num debate. (Muito pior do que ser um fake é parecer um fake… mas enfim… não me levem a mal, mas vocês parecem comprar idéias em liquidações)

    E não disse que quero mudar o debate: estou apenas apontando que há uma divergência argumentativamente insolúvel no nível dos nossos axiomas. Nem eu nem você e nem o Leandro vamos mudar de idéia e vocês não vão ceder à minha argumentação e nem a argumentação nenhuma. Duvido que vocês cedessem a qualquer argumento, seja ele qual for. Mas se você está gostando, e pedindo mais, eu faço questão de permanecer neste debate também, pois não!

    E pra começar, pode refutar meus últimos argumentos?

    Abraço!

  45. Olá!

    Editor, se é pra voltar a argumentar, sugiro que percamos menos tempo e vamos apenas aos argumentos.

    Em síntese:

    1) eu já apresentei argumentos históricos (mostrei algumas diferentes concepções de amor em épocas e culturas diferentes, da mesma maneira como fiz com o conceito de justiça e com os demais conceitos e valores que vocês me apresentaram);

    2) depois pedi que vocês me trouxessem algum outro valor que fosse eterno e imutável em todas as culturas e em todos os tempos — e vocês não conseguiram;

    3) depois refutei a sua idéia de “verdade absoluta” a partir do exemplo que você mesmo trouxe (gravitação de Newton), mostrando que as verdades que você considera absolutas já foram outras, e serão outras ainda, sempre mudando. Afinal as verdades em que vocês acreditam tem menos de 10 mil anos, ou seja, diante da história da humanidade são meros bebês epistêmicos.

    E aí Editor?

    Abraço!

  46. Olá Editor! Cá entre nós, agora.

    Antes de responder, faça uma reflexão sincera consigo mesmo, Editor: você está mesmo disposto a mudar de opinião ou seu lado evangélico é muito mais predominante que seu lado racional-argumentativo?

    Outra questão que eu coloco pra você: qual é o motivo de você continuar querendo prolongar este debate mesmo eu já tendo dito que seus argumentos não são suficientemente bons para me convencer? Isso dado de antemão, parece agora que você quer continuar o debate por algum motivo que eu já não compreendo mais…

    Ou você agora vai dar tudo de si e vai me aparecer com um argumento apologético capaz de mudar minhas idéias?

    Estou ansioso esperando, Editor! Surpreenda-me com um argumento sensato, sintético, objetivo e elegante, que tenha uma base histórica, uma coerência lógica e uma efetividade pragmática no mundo real — e não apenas no seu clubinho de fé, do qual, infelizmente, ainda não consigo participar…

    Abraço, Editor!

  47. Engraçado, fica sempre parecendo que suas verdades inquestionáveis só valem pra quem é do clubinho da fé… fora dele raramente alguém dá bola… isso não é um exemplo prático do relativismo? Hein? Hein?

    Se fossem valores realmente absolutos, como poderiam ser tão contestados?! Será que é porque todo mundo está errado e só vocês estão certos? Ou é porque os valores são relativos e cada um vive de acordo com os seus? Hein? Hein?

    Para de enrolar, Editor, e responde aí!

    Abraço!

  48. Duda!

    “Ou seja, são duas verdades totalmente diferentes para o fato de os objetos caírem no chão”
    “À época da “descoberta” de Newton, a Terra já era redonda?”

    Olha a trapalhada: confundir a existência da verdade absoluta com o conhecimento que temos dela! Quando percebeu-se que a Terra era redonda, a Terra, de fato, não mudou o seu formato. Mas o nosso conhecimento sobre ela, sim.

    “1) eu já apresentei argumentos históricos (mostrei algumas diferentes concepções de amor em épocas e culturas diferentes, da mesma maneira como fiz com o conceito de justiça e com os demais conceitos e valores que vocês me apresentaram);”

    Você apresentou apenas violações da lei moral absoluta, não provou que ela não existe.

    “2) depois pedi que vocês me trouxessem algum outro valor que fosse eterno e imutável em todas as culturas e em todos os tempos – e vocês não conseguiram;”

    Vários foram fornecidos, mas como você não compreendeu a diferença entre “o que é” e o “que deveria ser”, não conseguiu sair do paradigma relativista que estás tentando defender.

    “3) depois refutei a sua idéia de “verdade absoluta” a partir do exemplo que você mesmo trouxe (gravitação de Newton), mostrando que as verdades que você considera absolutas já foram outras, e serão outras ainda, sempre mudando. Afinal as verdades em que vocês acreditam tem menos de 10 mil anos, ou seja, diante da história da humanidade são meros bebês epistêmicos.”

    Novamente, não entendeste a diferença entre a existência da verdade absoluta e o nosso conhecimento dela.

    Falando em lógica, acompanhe o raciocínio (bem resumido):

    – Toda a verdade é relativa.

    Esta afirmação é absoluta ou relativa? Foi exatamente o que você fez aqui:

    “não há nenhum valor absoluto que vocês possam me trazer que não sofra variações culturais e nem sofra variações com o tempo”

    Isto é verdade somente pra você ou pra todo mundo?

  49. Olá Editor (e/ou Leandro)!

    Olha só, chegamos aonde eu queria… o ponto cego da argumentação de vocês… Olha isso aqui embaixo!

    “Você apresentou apenas violações da lei moral absoluta, não provou que ela não existe.”

    Al Capone, que nada! Fernandinho Beira-Mar, que nada! Eu, eu sozinho, apresentei violações da moral ABSOLUTA!!! Não tem ninguém que possa me fotografar agora?! Taí, eu gostei disso… Talvez eu devesse mudar de opinião só pra poder me gabar de ser o maior fora-da-lei que existe no reino das águas claras!

    Pelo contrário: as “contravenções” da tal moral absoluta existem e estão aí; já a tal moral absoluta, em pessoa, essa particularmente eu nunca vi… o problema taí: eu só acredito no que acontece, e vocês preferem acreditar numa moral ideal que nunca houve.

    Eu até gostaria que existisse uma moral absoluta que proibisse a fome, a miséria, a ignorância, a indiferença, a violência, o autoritarismo, etc. Mas por mais que cada discurso se aproxime disso, a realidade sempre a supera com suas ostensivas “contravenções”. Cada sociedade lidando com estas “contravenções à moral absoluta” de maneira muito particular.

    Fica parecendo pra mim que, NA REALIDADE, mas na realidade MESMO, as “contravenções” é que são a regra.

    Por que vocês não vão às Nações Unidas dizer que tem a solução para as “contravenções” que existem por aí?! Depois falem com Bin Laden também que vocês tem debaixo do suvaco o “regimento da moral absoluta” e que ele botando bomba por aí está vivendo em “contravenção”…

    Por que é que vocês não explicam pro Bin Laden, assim como você bem didaticamente fez comigo:

    “não entendeste a diferença entre a existência da verdade absoluta e o nosso conhecimento dela”

    “você não compreendeu a diferença entre “o que é” e o “que deveria ser”

    Vai soltar um papo cabeça desses aí com o Bush e o Bin Laden… ahahaha Promova a paz no mundo então, já que tens a verdade e a moral absoluta que toda humanidade tentou alcançar e JAMAIS conseguiu (olha aí Editor, eu gosto de “jamais” também).

    Vocês são umas graças, mesmo.

    Abraço!

  50. Essa tal “MORAL ABSOLUTA” que ninguém nunca viu, de valores que existem a priori, num mundo metafísico e estéril independente das pessoas reais, enfim essta tal moral de vocês aí: é verdade só pra vocês ou pra todo mundo?

    Porque se, na verdade, TODOS exceto vocês desconhecem a tal moral absoluta, só vocês é que podem realmente saber o que é certo e o que é errado. Não é isso? Então TODOS somos ignorantes e estamos em violação constante desta moral natural e divina, absoluta que vocês proclamam — exceto vocês!

    Só vocês é que são bonzinhos e santinhos, porque vocês tem o manual moral com informações privilegiadas dadas por Deus em pessoa! Tem o carimbo de Deus? Tem a assinatura dele no tal documento jurídico das cláusulas divinas?

    Sinceramente, este debate chegou a um nível insano… mucho me gusta!

    Abraço!

  51. Olá!

    Vejam só, Editor e Leandro, se seus argumentos são tão bons por que é que vocês não conseguem convencer a todos e enfim solucionar a Babel moral que é este planeta? A diplomacia internacional tem muito o que aprender com vocês. Todas as religiões deveriam vir procurar vocês para se adequarem às suas prescrições morais absolutas. Todos os povos já deveriam ter vindo saber notícias da verdade absoluta que só vocês têm!

    Por que é que ainda há tanta diversidade de opiniões, de legislações? Por que o esforço em criar tribunais internacionais? A moral de todos deveria ser a mesma, já que a moral absoluta é tão óbvia e tão acessível — pelo menos pra vocês. Como vocês explicam isso?!

    Já sei: o mundo todo deve ser relativista como eu, mas então estamos todos errados segundo as leis de Deus… como somos todos idiotas (exceto vocês, claro)!

    De maneira sintética, é isso mesmo que vocês estão argumentando aqui?!

    Abraço!

  52. ”- Toda a verdade é relativa.

    Esta afirmação é absoluta ou relativa?”

    Esta afirmação é relativa, cabe a você aceitá-la ou não, vence quem possuir os melhores argumentos, ou se acha a verdade ou se chega a um consenso, como quiser…

  53. Olá!

    Olha só, os meus últimos comentários aqui sumiram e eu não vou me dar ao trabalho de rescrever tudo. Até porque este debate está realmente empacado, os argumentos de ambas posições já se esgotaram e o resto é questão de crença indivudual.

    E, além disso, agora tem o Visionário argumentando pelo relativismo: divirtam-se vocês. Depois destes últimos comentários apagados, eu desisto de tentar conversar. Foi mal Leandro, mas acho que o Editor ostensivamente não me quer por aqui. Fico muito decepcionado, mas no fundo já esperava por isso.

    Abraço! Até!

  54. Seguindo a praxe: Graça e paz,

    Foi um tanto quanto engraçado acompanhar tal empate: Duda-Leandro Teixeira-Editor, mas a confusão teórica do primeiro personagem é tudo menos cômica, nessa busca por??!!?? afinal,o que ele queria mesmo? nesse tempo que passei não consegui assimilar o propósito básico (não tinha propósito nenhum, né?).
    Ao tentar debater sobre uma apologética que visa salvar sua alma se perde no sentido da mesma: APOLOGÉTICA é defesa racional da fé. Reconheço que ao defendermos uma fé baseada nos princípios absolutos (sou mais um absolutista – filma eu, “DudÃO”) dos ensinamentos de Cristo aqueles que racionalmente param e confrontam com aquilo que veem (se não estiverem numa “Matrix”) entregam-se e deixam seus conhecimentos submeterem-se à fé. Nunca o contrário. Mas isso não é o ideal nem o propósito da mesma.
    Junta-se a isso o fato de que “quem convence o homem do pecado é o Espírito Santo” e não outro homem, o que pelas expressões usadas pelo Exmo Duda – ironia é fogo- não é de seu conhecimento (e como seria se este não tem a Bíblia, Palavra de Deus, como sua regra de fé e prática?? – Lembrei, lembrei… não estamos falando de fé, embora um dos apelos do personagem tenha sido “ser alcançado” -!!??!!).
    Quanto a participação do personagem VISIONÁRIO, o que vi foram algumas frases feitas encaixadas no contexto do empate acima mencionado.
    Fazer o que? Não tendo nada para fazer ou não querendo fazer nada poderia ficar aqui, porém meu aprendizado com o Exmo Duda seria apenas no que concerne a ultilização de palavras “bonitinhas” tiradas de um dicionário virtual e isso aprendo pegando o “Aurélio” que tenho em casa.

    Na fé e oração por uma vida cristã sadia e madura,

    Fellyp Cranudo

  55. Olá!

    Satisfação em perceber que estou ganhando ibope. Aloha, Fellyp Cranudo (aliás, onde vocês arrumam esses nomes?!)! Você perguntava qual o meu propósito? Este, simplesmente.

    Você não achou cômica a minha personagem? Normal, deve ter perdido alguma piada… depois eu explico. Já eu acho cômica essa patrulha da moral absoluta que vocês acabaram criando. Eu me divirto com vocês.

    Se serviu para você aprender palavras bonitinhas, Fellyp, fico feliz! Quero dizer que seu nome também é muito fofo. Meu sonho é um dia não precisar mais delas, mas enquanto preciso de palavras, que elas tenham algum efeito estético pelo menos.

    Abraço!

    P.S.: é como eu dizia… os comentários não tem mais argumentos, apenas uma diplomacia hostil de vários debatedores contra minha humilde alma perdida…

  56. Olá aos gladiadores da moral absoluta!

    Agora só com o Fellyp: apesar de você não ter dito nada de teor argumentativo além da sua filiação ao ponto de vista da moral absoluta, achei seu comentário bastante interessante, divertido… você me achou confuso? eu te achei simpático — mais do que o binômio quadrado perfeito Leandro-Editor. Se você, Fellyp (adorei este nome!), quiser continuar conversando, exponha seus argumentos também. Talvez seja mais proveitoso, pelo senso de humor que você vaza de viés. (“viés” também é bonitinha, né não? da próxima vou tentar usar o verbo “soer”, igual ao Editor, pra ficar ainda mais elegante. Só vou ter que comprar um dicionário bom antes, porque já é óbvia a todos a minha ignorância léxico-semântica. Como não seria? Vocês são tão espertos!)

    Abraço!

  57. Caro Duda,

    Apesar das suas reclamações, ainda aguardo sua resposta acerca dos valores absolutos que lhe foram apresentados. Você disse que respondeu, só se for em outro lugar. (Ah, já sei, vai dizer que excluí tb)…

    – coragem (exeplifique historicamente a valorização da covardia);

    – lealdade (mostre-me um povo que tenha aceitado a traição) ; altruísmo (como disse Lewis: “Os povos discordam a respeito de quem são as pessoas com quem você deve ser altruísta – sua família, seus compatriotas ou todo o gênero humano; mas sempre concordaram em que você não deve colocar a si mesmo em primeiro lugar. O egoísmo nunca foi admirado”;

    – sinceridade (quem aceitou sem ressalvas a mentira?);

    Duda, seja objetivo e sem rodeios. Agrupe tudo em um único comentário, mesmo que seja grande…

  58. Continuando a praxe: Graça e Paz,

    *Sorrindo* Obrigado pela massagem no ego: “fofo”.

    Creio que você não entendeu meu comentário anterior: não é obrigação minha te convencer de nada (logo não há motivo para continuar); minha função é te mostrar a VERDADE, e estando num blog de debate cristão creio que você já notou que “sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento, para que conheçamos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna”.
    Se vier com o argumento de não querer falar em religião fica a réplica: O que você espera? (lembrei, você não espera NADA); ah! e como informação adicional religião funciona no esquema HOMEM procurando DEUS e o cristianismo DEUS procurando HOMEM. Leia a bíblia, sem conceitos previamente formulados, e direcione suas conjuturas.
    Abraços.

    Fellyp Cranudo

    P.S.: ¹Você é homem ou mulher?
    ²Não pergunto isso pelos argumentos usados, mas pelo adjetivo empregado.

  59. Errata: Onde se lê: …. “e direcione suas conjuturas” …. Leia-se: ….. “e direcione suas conjeturas”

  60. “Relativização é o primeiro passo para a inversão de valores”

    Gostaria de me intrometer no diálogo (e me perdoem a indiscrição). Sendo mais ou menos sucinto, darei exemplos e questionamentos a respeito dos valores ditos absolutos apresentados:

    – coragem: um fundamentalista pratica um ato terrorista pelo suicídio, ou um integrante de facção criminosa ordena/pratica um ataque homicida. Isso poderia ser considerado como coragem pelos terroristas/facção? Seria considerado coragem por nós? Os hindus que seguiram Gandhi contra o domínio britânico através da não-violência estavam demonstrando coragem? E o hindu que assassinou o mesmo Gandhi, poderia ser considerado como portador de coragem? Por quem? Os nazistas não estavam, na visão deles, fazendo algo que acreditavam ser benéfico para eles e, quem sabe talvez, para o mundo? Isso poderia ser considerado como coragem?

    – lealdade: nas guerras judaico-romanas, no tempo de Jesus, os zelotas eram contra a dominação romana, e lideraram a revolta dos judeus. Ao cabo que os saduceus (a classe dominante da época) era a favor da helenização e estava ao lado de Roma. Ao mesmo tempo, seus adversários, os perushim (fariseus) estavam mais preocupados com o ensino religioso do judaísmo, e por fim os essênios estavam alheios a tudo isso, se preocupando com outro modo de vida. Quem (ou alguém) estava sendo leal na história?

    – sinceridade: acreditar em algo não-verdadeiro pode ser má-fé? Há quem tenha algo a priori como mentira, mas acaba acreditando tão piamente naquilo que o subconsciente acaba tendo como verdade. Como explicar essa contradição?

    Acreditamos no conceito de bem e mal, mas desnudando toda a moral e ética histórico/social, ainda existiria alguma Ideia perene de Bem e Mal?

    A gravidade sempre existiu (será?) assim como o formato geoide da Terra, mas o que se entende por eles se alterou ao longo do tempo.

    Então, os “valores em si” (ou o termo que os designa) parecem ser imutáveis, e o que muda é a perspectiva deles. Mas são mesmo valores? Ou ideias acerca dos ditos valores? Seriam “absolutamente relativos”/”relativamente absolutos”?

    Agradeço a atenção.

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