Pedofilia é simplesmente uma preferência? (ou A barberagem intelectual de Umberto Eco)


brasil-contra-a-pedofilia22Outro dia, lendo entrevista do pensador italiano Umberto Eco à Spiegel, fiquei incomodado com uma de suas declarações. Perguntado sobre o seu interesse por listas, o escritor respondeu: “Não sei dizer exatamente. Gosto das listas pela mesma razão que outras pessoas gostam de futebol ou pedofilia. As pessoas têm suas preferências”.

Não sei se realmente Umberto Eco acredita naquilo que disse: que a pedofilia é uma simples preferência, como gostar de futebol. Se isso for verdade (que ele acredita), temos, então, mais uma prova de que os cultos também cometem barbeiragens intelectuais. 

Colocar a pedofilia na mesma categoria de outros gostos e preferências é o mesmo que dar salvo conduto aos molestadores de crianças que por aí existem. Afinal, é tudo uma questão de opção, não é isso? Coisa nenhuma! É isso que os pedófilos tentam argumentar, que tudo não passa de gosto. Ora, a pedofilia é um desvirtuamente sexual. Na verdade, como disse já aqui no blog, o próprio termo pedofilia é um erro, já que provém do grego (paedophilia) παιδοφιλια < παις (que significa “criança”) e φιλια ( ‘amizade’; ‘afinidade’; ‘amor’, ‘afeição’, ‘atração’), ou seja, amor por crianças. O termo mais correto seria pervesãofilia.

Mas, voltando ao Humberto, digo, ao Umberto… é bom e que se diga que ele não erra sozinho. Neste final de semana, em matéria publicada na Isto É, com o título “Juízes Pedófilos“, que narra escândalos sexuais envolvendo magistrados da Justiça pernambucana, logo na página inicial da matéria, abaixo da imagem, inseriram a frase:  “PREFERÊNCIA Juízes tinham meninos como vítimas frequentes“. Erro grave!

E o que isso tem a ver? Se é preferência ou não? Muita coisa. Vale lembrar que a homossexualidade começou, digamos, com esse mesmo lobby. E aí, vocês sabem onde foi parar (…)

www.comoviveremos.com

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6 comentários sobre “Pedofilia é simplesmente uma preferência? (ou A barberagem intelectual de Umberto Eco)

  1. bom, estou eu aqui comentando de novo… não vamos crucificar o falador… eu acho que ele somente se expressou mal, dizer que tem gente que “gosta” daquilo que não é licito, não o torna necessariamente um bárbaro…bárbaro é aquele que estuda para defender, julgar, condenar a sociedade e é o próprio condenável…SOU A FAVOR DA CASTRAÇÃO QUÍMICA. Os pedófilos assim como os estupradores, são dissociados mentais, precisam de tratamento, como não existe cura ainda para esses disturbios, eles precisam ser controlados.

  2. bom,penso que os jornalista tem uma afinidade com as letras e ele sabem como emprega-las,no caso em questão vemos claramente a sua visão legalista acerca da pedofilia.

  3. O entrevistado pode até ter cometido um deslize (muito feio, por sinal) mas quando vemos esse tipo de “erro” em jornais e revistas, pode crer que é para criar uma cultura de “mas, o que que tem de mais?!” na mente das pessoas.
    Assim está sendo com as drogas (o que tem de mais ser usuário, não pode é traficar, roubar nem matar), assim é com o homossexualismo.

  4. Há pedófilos e pedófilos. Doentes ou não, são criminosos!
    Há os que conseguem esconder-se quase que perfeitamente por toda uma vida. Outros, mesmo que denunciados e investigados, podem continuar em liberdade, já que às vítimes cabe o ônus da prova, algo quase sempre impossível!

    Mas há pedófilos que são verdadeiros ativistas, camuflados ou não, tentando influenciar a opinião pública, afetando a ótica da sociedade, e mais, apoiados em estudos tendenciosos e suspeitos, tentam ditar sua moral doentia que, dentre outras coisas, defende o direito de praticarem sexo com uma crianca, “desde que que a crianca assim o queira” . Absurdo!!! Mas assim pensam os pedófilos, e por isso ao serem confrontados com seus atos dizem que “a crianca lhes enviou sinais de que queria sexo”.
    É preciso acordar s sociedade antes que seja tarde, e a própria lei, feita por adultos, vá normalizar e legalizar a pedofilia, assim como foi feito com a homofilia. Um simples exemplo de como as leis pro-homofilia não conseguem defender o direito de uns sem pisar no direito dos outros: há uns dias atrás, fomos eu e minha filha a um banheiro público em Oslo e sentimo-nos desprovidas do direito de visitar uma “ala feminina”… não existe mais! Isso pra atender o direito dos homossexuais “que se julgavam discriminados tb ao frequentar banheiros públicos. Pecebem, como funcionam as coisas? Muitos se preocupam com o aumento do nível de violência sexual que poderá ocorrer nos banheiros públicos em decorrência disso.

    Posso ser taxada de homofóbica por dizer o que penso. Não me importo! Luto para proteger o direito que toda a crianca tem de ser protegida. A redudância é proposital 😉

    Movimentos e leis pro-homofobia representam uma vitória para os pedófilos, e diga-se de passagem que muitos homossexuais são também pedófilos, e que alguns pedófilos usam a homossexualidade como fachada, assim como pedófilos não-homossexuais podem usar a fachada de pessoas bem casadas e pais/mães de família, religiosos, etc…
    UFA! Paro, por hoje.

  5. Quem somos nós para que juguemos, deixa que a biblia o faço com clareza.
    Galatas 5: 19,20,21.
    Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia,
    20 Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,
    21 Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. Que Deus tenha misericórdia de tais pessoas, que praticam essas coisas.

  6. Olá!

    Acredito que nem todas as “preferências” estão amparadas pela lei, e também acredito existe uma série de fatores que se não determinam, ao menos condicionam estas preferências.

    Mas deixando de lado as questões sobre a natureza da preferência ou sobre a legalidade da preferência, acho o termo “preferência” apropriado porque coloca a pessoa como CONSCIENTEMENTE RESPONSÁVEL por suas escolhas.

    O termo “preferência” implica RESPONSABILIDADE subjetiva.

    Ou então fica sempre o álibi de ser doentinho da cabeça, tipo: “não é que eu prefira, é que eu sou assim mesmo”.

    Abraço!

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