Perda de credibilidade de parte da mídia americana


Fonte: CPAD

Editorial Mensageiro da Paz -Ano 79 – nº. 1493

Em 12 de setembro, cerca de 2 milhões de americanos saíram às ruas de Washington DC para protestar contra o governo do presidente Barack Hussein Obama. Os motivos do protesto eram três: primeiro, as medidas liberais (na área social) que o governo tem tomado (financiamento público de ONGs pró-aborto, autorização para destruição de embriões para produção de células-tronco, instituição de junho como mês gay nos EUA, afastamento paulatino de Israel etc); segundo, suas medidas econômicas, que têm aumentado a dívida pública americana; e terceiro, e principalmente, o projeto de criação de um Sistema de Saúde estatal com custo de 900 bilhões de dólares aos cofres públicos, o que acarretará um aumento de impostos para a população.

A proposta de criação de um Sistema de Saúde estatal não é de todo um erro. E, aperfeiçoado, o atual projeto até é bom. O problema é a ideia de implantar esse Sistema de Saúde agora, exatamente em uma época em que o governo americano está sangrando financeiramente. Se tal proposta fosse feita em uma época de prosperidade financeira, um pacote de quase 1 trilhão de dólares para criar tal sistema não seria tão difícil de ser aprovado. O problema é que não faz um ano que o Congresso dos EUA aprovou trilhões de dólares em pacotes de salvamento para a economia, fora o aumento dos gastos mensais com as tropas no Afeganistão e Iraque, e os gastos com a estatização temporária de bancos, seguradoras e empresas automobilísticas.

Bem, diante de um cenário nacional de convulsão como esse, qual deveria ser a função da mídia americana? Ouvir os dois lados da questão. Porém, a mídia impressa e televisiva dos EUA, majoritariamente ligada ao Partido Democrata (do presidente Obama), tem preferido amenizar as críticas da população às medidas do presidente. Em alguns momentos, chega mesmo a ironizar as manifestações de insatisfação da população. O resultado disso é que pesquisas recentes mostram que a credibilidade da mídia impressa e televisiva dos EUA diante do seu próprio povo é das piores do mundo.

Uma pesquisa de opinião realizada pelo Pew Research, e divulgada em 13 de setembro, revela que a confiança do público americano nos meios de comunicação caiu para o nível mais baixo dos últimos 24 anos. Enquanto, em 1985, 55% dos americanos criam que a imprensa escrita e televisiva de seu país transmitia os fatos de forma honesta, hoje apenas 29% acreditam nisso; 63% dos americanos crêem que as notícias são, na maioria das vezes, inexatas e 74% dizem que, também na maioria das vezes, um lado é favorecido sobre outro nas notícias.

O protesto de 12 de setembro, por exemplo, de que falamos no início, foi mencionado pelos jornais e programas pró-Obama fugazmente e como tendo sido uma manifestação envolvendo apenas “dezenas de milhares” (sic). Ora, a própria Polícia do Congresso dos EUA calculou um mínimo de 1,2 milhão de pessoas na manifestação. O correspondente nos EUA do jornal britânico Daily News calculou com especialistas 2 milhões de pessoas. Mas, para a imprensa pró-Obama, “milhares”. Essa é uma das razões pelas quais a mídia americana está cada vez mais desacreditada diante do seu próprio povo.

 Fonte: CPAD

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Divulgação: www.comoviveremos.com

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2 comentários em “Perda de credibilidade de parte da mídia americana

  1. Curioso.

    E quanto será que custa por dia ao Tesouro americano as duas guerras em que o presidente Bush colocou o país?

    É dor de cotovelo dos perdedores do Partido Republicano.

    Incluir toda população americana em um Sistema de Saúde deve ser mesmo uma coisa muito ruim… na verdade, segundo amigos nos USA, quando alguém adoece por lá, procura o hospital, recebe atenção digna de primeiro mundo, se cura, e quando não pode pagar, diz que não não tem fundos suficientes para pagar a conta, e vai embora. A dívida fica por conta do Estado.

    O que na verdade precisa acontecer é uma manifestação de dois milhões de pessoas no Brasil, aonde você vai em um Hospital público, para tirar uma radiografia, que não mostra nada, mas custa os tubos para o Estado.

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