Menos valores morais = mais criminalidade


As cidades degradadas precisam resgatar o respeito. Não se pode roubar, nem quebrar, nem vender drogas, nem morar na rua. Sem valores morais, toda sociedade acaba no círculo do crime” [1]. Essas palavras são de Rudolph Giuliani, ex prefeito da cidade de Nova York, que tornou-se referência em repressão à criminalidade por ter implatado na cidade americana, entre 1994 a 2002, o chamado sistema tolerância zero. Com mão firme, ele reduziu pela metade as taxas de criminalidade e transformou a cidade em uma das mais seguras do Estados Unidos.

Em entrevista à Veja Giuliani disse ainda que “quem não presta atenção nos detalhes não atinge sua meta. Em Nova York, ninguém queria prender o ladrão de rua, só o assaltante que levou 1 milhão de dólares de uma banco ou o chefe de tráfico. O problema é que tanto o ladrãozinho quanto o adolescente que picha muros estão diretamente relacionados ao chefão do tráfico. Um leva ao outro. Um só existe por causa do outro. Antes de mais nada, cidades degradadas pela violência precisam resgatar a moral, o respeito.” Afirma, ainda, que “sem valores morais, toda sociedade acaba no círculo do crime, de uma forma ou de outra“.

Percebam. Giuliani implantou em Nova York a teoria da “janela quebrada”, tema esse que foi abordado por Charles Colson & Nancy Pearcey no livro “E Agora, Como Viveremos?”. Segundo essa teoria, se uma janela está quebrada e não é consertada depressa, os ofensores potenciais verão isto como um convite para quebrar mais janelas.  As pessoas em geral terão a idéia de que ninguém se preocupa, e de que ninguém parará de quebrar mais e mais janelas. Quando as janelas nunca são consertadas, e mais estão sendo quebradas, um senso de desordem é criado. Um senso que facilita, quando não incita, mais ação criminal. O crime não controlado e a desordem criam mais crime e desordem, e assim se forma um ciclo auto-perpetuante que dispara e realimenta o caos criminal. [1]

Logo, para evitar os problemas advindos das “janelas quebras”, o estado deve então coibir todo e qualquer tipo de ilicitude; das mais pequenas (pichação) até as mais graves (tráfico de drogas). Nesse caso, não se leva em consideração quanto o poder público irá gastar para coibir as ações criminosas, o importante é acabar com a criminalidade em todos os seus níveis.

Na contramão desse teoria, vemos no Brasil a tentativa de se liberar as ilicitudes consideradas menores, como o uso pessoal de drogas, por exemplo, como se isso fosse resolver o problema. Mas, como se vê, trata-se de uma atitude absolutamente equivocada.

Outro ponto importante a ser ressaltado é a questão da moral.  O ex prefeito afirmou acertadamente que sem valores morais, toda sociedade acaba no círculo do crime, de uma forma ou de outra. É isso mesmo, quando os valores morais são destruídos a harmonia social entre em colapso, abrindo-se espaço para o aumento da criminalidade. No sentido inverso, portanto, conclui-se que o fortalecimento dos valores morais promove a edificação da paz social.

Portanto, mais uma vez, ponto para a cosmovisão cristã, que, baseada na Bíblia, prega a tolerância zero contra a criminalidade e o fortalecimento dos valores morais.

Notas

1 – Revista Veja, 17 de junho de 2009

2 – Disponível em http://www.avozdocidadao.com.br/detailAgendaCidadania.asp?ID=1511

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