O fanatismo e a intolerância


sociedade2A revista Veja desta semana conta a história de Elissa Wall, uma jovem americana que escapou de abusos sexuais e espancamentos numa seita de fanáticos que pratica a poligamia. Segundo a matéria, Elissa foi obrigada a se casar com 14 anos e era espancada pelo marido quando se recusava a ter relações sexuais. O líder da seita a aconselhava a aceitar tudo de cabeça baixa.

Relata ainda que, Elissa Wall, hoje com 23 anos, foi vítima de uma educação amparada em padrões morais esdrúxulos e recheada de humilhações e terror.  Sua família, poligâmica, era composta de um pai, três mães e 22 irmãos e meios-irmãos. Aos 14 anos, foi forçada a se casar com um primo, cinco anos mais velho – segundo ela, “a única pessoa que eu detestava”.

Segundo a Elissa, o líder da seita tem o poder de determinar os casamentos e também de remanejar as famílias quando avalia que um homem não lida adequadamente com suas esposas e filhos. Elissa passou por essa situação. Aos 9 anos, viu sua família ser separada por ordem do profeta. “Quando meus irmãos adolescentes começaram a questionar o controle absoluto do profeta em nossa vida, meu pai passou a ser considerado um homem incapaz de tomar conta da família”, ela relembra. Junto com a mãe, ela e seus irmãos foram então entregues a outro homem, que já tinha quinze esposas e trinta filhos. As crianças tiveram de se afastar do pai verdadeiro e chamar o outro homem de pai.

Essa é mais uma história que demonstra a falácia do argumento da tolerância acrítica tão advogada nesses dias, de que todas as religiões, a pretexto do pluralismo ideológico e religioso, possuem a sua própria noção de verdade, caso em que ninguém pode dizer que estão errados.

Eis ai, então, mais um robusta prova de que nem todo tipo de crença deve ser aceita; isso porque não são poucas aquelas que trazem consigo graves perigos para os fiéis e para suas famílias,  ao estabelecer padrões de comportamento e regras como se fossem “ordenadas por Deus”. 

www.comoviveremos.com

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