A falta de confiança na família


A FALTA DE CONFIANÇA NA FAMÍLIA

Valmir Nascimento

Pesquisa de opinião realizada com chefes de família em Cuiabá/MT aponta que a instituição familiar perdeu o posto de instituição que mais evoca credibilidade. O estudo, *realizado pelo instituto Vetor*, mostra que entre 21 instituições o Corpo de Bombeiros ocupa o topo do ranking, *tomando o primeiro lugar da família, que este ano ficou na segunda
colocação,* seguida das instituições religiosas.

Para os entrevistados, portanto, os bombeiros possuem mais credibilidade do que a própria família. Evidentemente, o escopo da pesquisa é bem restrito e os números podem não espelhar o pensamento dominante. Por outro lado, o
resultado indica pelo menos as nuanças do cenário atual, com a demonstração do decréscimo da confiança na célula *mater* da sociedade, a principal instituição criada por Deus.

Não se discute aqui a importância do Corpo de Bombeiros. O grau de credibilidade nessa organização é proporcional à sua atuação constante no trabalho de salvamento de vidas e redução de riscos para a população. Mas, daí, ocupar o lugar de instituição com maior grau de credibilidade, ao invés da família, é algo que demonstra quão desvirtuado encontra-se a visão atual a despeito da instituição familiar.

Ao comentar os resultados, a socióloga e diretora da pesquisa, Miriam Braga, disse que “a família é a célula inicial do indivíduo, e ela deveria ser a mais confiável. Contudo, muitos casos de violência estão surgindo dentro de casa. Há 30 anos, certamente a família obteria 100% da confiança, mas naquela época ela assumia suas responsabilidades e seu papel”.

A resposta dada pela socióloga é boa, mas não completa. É inegável que a família deveria ser a instituição mais confiável dentro do ambiente social, afinal as demais instituições dela procedem. Entretanto, a perda da
confiança nela não se dá somente pelo aumento da violência dentro do lar. Na verdade, a violência é consequência e não a causa primeira da desconfiança.

Antes que a violência se concretize uma série de outros fatores atuaram como forças motrizes para a desagregação dos membros familiares, entre os quais podemos citar: individualização do comportamento entre pais e filhos;
transferência da responsabilidade da educação dos filhos para terceiros; influência negativa da mídia na formação das crianças; influência negativa da mídia sobre os valores da própria família; comportamento hedonista no
meio social; falta de planejamento do casamento; distanciamento e carência da verdadeira afetividade, etc.

Enfim, o problema da desconfiança na instituição familiar tem como fato gerador não a violência em si, antes a desconsideração da importância da entidade familiar.

O problema é que por traz de uma pesquisa simplória como essa é possível vislumbrar uma série de outras consequências negativas, como o aumento do número de divórcios, redução de casamentos responsáveis; gravidez
indesejada; abortos; filhos criados sem educação continuada, e outros problemas mais.

Portanto, o aumento da desconfiança na instituição familiar tem um preço. E esse preço é muito alto!

Ps. Esse assunto foi tema do nosso debate no programa do dia 27/04/09.

E Agora, Como Viveremos?
www.comoviveremos.com

 

 

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