A eficácia de satanás e a nossa indiferença


por Jossy Soares

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Todo cristão sabe que uma das verdades comezinhas da Fé Cristã é que virá ao mundo, no final dos tempos, um líder de um sistema totalmente contrário a Deus e aos princípios cristãos. A Bíblia chama esse ser de o Anticristo. Será ele o protagonista na consumação da história, dos últimos levantes do inimigo e seu império contra Cristo e seu Reino. A Bíblia é bem clara que seu aparecimento estará no contexto da volta de Jesus para ultimar os atos do Plano de Deus para a humanidade.
 
O Reino de Deus sempre esteve em guerra contra o reino do inimigo. Essa batalha vem se travando ao longo das eras, tendo no Calvário o ponto clímax da garantia da vitória de Jesus contra as hostes da maldade. A expiação dos nossos pecados realizada por Jesus na Cruz é nosso penhor da Salvação e vitória contra toda potestade e força do mal. Todavia o Plano de Deus deve ser executado por nós, os cristãos, levando as boas novas de salvação a toda humanidade, ensinando as colunas mestras da pregação de Jesus: o arrependimento e a remissão de pecados (Lucas 24.37).
 
O inimigo sabe que seu destino está consolidado no plano da eternidade. Nada mudará a esse respeito. Assim, suas atenções se voltam para tentar aviltar e apequenar o Glorioso Plano de Deus, buscando evitar que mais pessoas adiram a Cristo, ou que os cristãos sejam superficiais, mundanos e apáticos à sua responsabilidade no Reino.
 
Na reta final da consumação dos tempos, a batalha se torna mais renhida e o inimigo lança mãos de novas táticas com ataques simultâneos em várias frentes, mudando estratégias numa velocidade impressionante, visando surpreender as fileiras cristãs, enquanto estas, muitas vezes, continuam focadas em um só ponto da batalha. A essa atividade intensa de combate contra o Reino da Luz a Bíblia chama de eficácia de satanás (2 Tessalonicenses 2.9).
 
O apóstolo João fala sobre o ambiente que antecederá a volta de Jesus. Ele diz que já é a última hora (1 João 2.18), e como nós sabemos que vem o Anticristo, muitos se têm feito anticristos, isto é, um sentimento anticristão, ofensivo a tudo que se relaciona com Jesus Cristo e seus ensinamentos estará tomando conta da humanidade. Essa atividade se dá de forma organizada com atuação programática. Trata-se de uma rede de atuação cuidadosamente arquitetada pelo inimigo com minúcias para ter um total rendimento. Nesse diapasão vemos que há uma conspiração maligna contra Cristo em todas as atividades humanas, isto inclui artes plásticas, música, cinema, teatro, literatura, informática, medicina, pedagogia, agricultura, administração de empresas, psicologia, filosofia, ciências jurídicas, lazer, religiões, esportes, teologia, culinária, enfim, algo preparado com eficácia com a finalidade de enganar. Nossa necessidade de vigilância deve ser multiplicada, como diz Alfredo Henrique da Silva, (CC 162), “e sem cessar vigia a cada instante, que o inimigo ataca sem parar”.
 
Nesta reta final de consumação do Plano de Deus para a Humanidade não podemos nos dar ao luxo de ignorar os ardis do inimigo (2 Coríntios 2.11). Não podemos ficar dentro de nossas quatro paredes apenas cantando hinos de gratidão, alimentando nossa alma enquanto este mundo está em coma enganado pelo mal. Não podemos ignorar que os ardis do inimigo têm causado estragos em nossas fileiras.            

 

Temos que ter uma resposta para a tendência desse sistema mundano que tem procurado ultrajar os valores cristãos. Não podemos continuar na periferia da fé discutindo coisas irrelevantes, institucionais, consuetudinárias, enquanto falta a nosso povo ensino sólido da doutrina cristã. Temos perdido muito por falta de um conhecimento maior de Deus e de sua Palavra. Há tesouros insondáveis e disponíveis para os cristãos robustecerem sua alma de forma a ter uma visão de mundo absolutamente superior e eficaz (Efésios 2.7,3.8, Colossenses 1.27).
 
Precisamos entender melhor o que é Reino de Deus. Que justiça, paz e alegria no Espírito Santo são valores para serem vividos na prática (Romanos 14.17). Temos que vencer a desunião, a desconfiança e o ego. O inimigo tem sido eficaz em atacar um das nossas maiores fortalezas, nossa unidade. Sem unidade não há edificação no corpo de forma integral. Nossas ações poderão ter nacos de eficiência, porém os resultados não serão homogêneos. Nossa vitória tem que ser completa.
 
Nossa visão da batalha espiritual tem que ser acima da mediocridade, entendendo que o inimigo ataca sem parar e de forma sistemática. Seja no aspecto prático da comunhão, seja na teologia, seja no campo das profissões, do conhecimento, da vida familiar ou ministerial.
 
Não podemos ficar indiferentes nessa batalha contra o inimigo. Não podemos dormir enquanto as raposas e as raposinhas estão danificando nossas vinhas (Cantares 2.15). Que tipo de resposta temos dado à enxurrada de informações maléficas que nossos jovens recebem diariamente nas escolas e faculdades? Que resposta temos dado aos jovens e adolescentes sobre nossos padrões de santidade, amor e comunhão? Poderemos continuar achando que suas mentes não questionam o tipo de cristianismo que praticamos? Nossa participação nessa guerra vai muito mais além do que imaginamos. Estamos lutando contra um estrategista sentenciado, mas não morto ainda.
 
Amados do Reino de Deus! Nossa batalha se dá nas regiões celestiais. Devemos pensar acima das estratégias do inimigo. Para isto devemos buscar penetrar no âmago da visão do Reino. Deixar coisas rudimentares e questões de baixa indagação. Temos que adequar nossa visão de mundo dentro da visão de Reino.
 
É necessário conhecer a época em que vivemos. Não podemos viver alienados da realidade e achar que tudo está bem enquanto o sistema mundano tenta nos derrubar a porta. Tal como os filhos de Issacar, temos que conhecer o tempo em que vivemos e a forma de agir (1 Crônicas 12.32). E isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação esta agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. (Romanos 13.11) Para termos êxito nessa batalha é fundamental não ignorar o tempo em que vivemos. Não podemos dormir a respeito dessa guerra.
 
Deus nos chamou para este bom combate. Sabemos que esse mundo inicia uma fase pós-cristã de modo de viver. Temos que nos fortalecer no Senhor para continuar fazendo diferença. Tendo coragem de ir contra as tendências seculares do liberalismo sexual, de um deus impessoal e cósmico como prega a Nova Era, da relativização da moral e da família. Temos que saber que quem mais está exposto a artilharia dessas idéias são nossa crianças e jovens. Eles estão diuturnamente no lance imprevisto, muitas vezes sem o preparo doutrinário suficiente para reagir e sobreviver a essa onda anticristã.
 
Não podemos ficar com foco em apenas um aspecto da batalha. Além de sinais e prodígios de mentira, o inimigo é sutil para introduzir na vida da humanidade conceitos dissimulados, mas de grande poder letal. Temos que ficar alertas e concentrar nossas forças e energias no serviço do Mestre, pedindo do Espírito Santo discernimento constante contra as astúcias do inimigo. Além disso, devemos ter coragem para abrir mão de formalismos e acatar as ordens do Senhor sobre como combater nesses últimos dias. Cada cristão tem um posto nessa batalha. Ninguém está dispensado da guerra.  Como diz Paulo Macalão (HC 212), Podes tu ficar dormindo, mesmo vacilante, quando atacam outros a Belial?

Autor: Jossy Soares – http://www.pesformosos.org.br

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