CRISTO, NOSSA PÁSCOA


por Jossy Soares

A palavra páscoa, segundo o dicionário brasileiro, significa festa anual dos judeus em comemoração à sua saída do Egito, ou festa anual dos cristãos em comemoração à ressurreição de Jesus Cristo. Pesach, do hebraico, pode significar passagem. Para muitos, a passagem do Anjo destruidor sobre os primogênitos do Egito.

Quando se fala de páscoa na atualidade vemos o quanto a nossa sociedade consumista tem se distanciado do real sentido e significado da festa. A páscoa é usada fraudulentamente para satisfazer a hipocrisisa de uma sociedade que tentar esconder sua ganância atrás de ovos, coelhos, velas, sinos e outras miçangas que nada tem a ver com uma festa de tamanho significado para o Cristianismo. Enquanto outros tentam colocar o podre lençol da religião para cobrir seus pecados secretos, embriagando-se num ritual voluptuoso regado a vinho e peixe ainda pensam que estão santificando a si mesmos apenas pelo fato de se absterem um dia apenas da carne nossa de “quase” cada dia, quase pois o Plano Real não está lá essas coisas.

E como se não tivessem nada mais para fazer, ainda carregam, todos os anos, um cristo feio, amarelo, desfigurado e sem vida rua acima, rua a baixo, ridicularizando o meu Jesus que foi morto mas vive para todo sempre. Bem que falou o profeta Isaías: “Nada sabem os que conduzem em procissão sua imagens de esculturas, rogando a um deus que não pode salvar” (Isaías 45.20).

Análise do Fato Os fatos bíblicos nunca aconteceram por acaso. As cerimônias religiosas do Antigo Testamento eram antitipos, símbolos das do que iria acontecer Novo Testamento com a Nova Aliança entre Deus e os homens através do sangue de Jesus Cristo. O que culminou com a formação da Igreja.
A Páscoa foi estabelecida por Deus, quando o seu povo, os judeus, estavam escravos no Egito, padecendo grandes aflições. Deus já havia enviado pragas sobre o Egito devido a insistência do Faraó em não deixar os israelitas saírem para Canaã, a terra prometida. Diante da dureza do Faraó, Deus resolveu ferir a todos os primogênitos do Egito e, devido a tristeza do luto que cairia sobre aquelas terras, Faraó, atemorizado, finalmente deixaria o povo de Deus sair para celebrar a Deus no deserto. Para que os primogênitos de Israel não fossem mortos juntamente com os do Egito, Deus ordenou a Moisés que determinassem à todas as famílias de Israel a matança de um cordeiro de um ano, sem mácula, perfeito, tirassem o seu sangue e com ele pintassem os umbrais das portas das casas. Isto seria o sinal para o anjo destruidor não ferir ninguém naquela casa.

A carne do cordeiro (ou cabrito) seria assada no fogo e no dia 14 do mês todos deveriam comer pães asmos e ervas amargosas. Esta era a Páscoa do Senhor (Êxodo 12.3 a 11). E naquele dia Deus livraria o seu povo do Egito.

Coincidentemente, a Páscoa aconteceu na época em que os pastores egípcios comemoravam a festa da primavera, uma festa pagã que nada tinha a ver com a Páscoa. A Páscoa tinha seus símbolos próprios determinados por Deus: o pão asmo, as ervas amargas e o cordeiro. A festa da primavera tinha seus símbolos pagãos, dentre eles, o coelho, que simbolizava a fecundidade.

A Bíblia afirma que Babilônia, a grande cidade da Mesopotâmia, foi a mãe de toda a prostituição espiritual dos povos. Com ela se prostituíram todas as nações da terra (Apocalipse 18.3). Babilônia tinha um poderoso sistema religioso pagão. Em Babilônia era comum a fabricação de bolos e tortas com a esfinge de divindades do paganismo. O profeta Isaías já protestava contra tal abominação em seu tempo. (Isaías 44.19), Semíramis, conhecida também por Istar era adorada como a deusa da fecundidade. Esta deusa também possuía o título de Rainha do Céu, hoje herdado pela Igreja Romana em tributação a Maria, mãe de Jesus. Deus usou os profetas Jeremias e Ezequiel para protestar contra este tipo de feitiçaria camuflada.

Os judeus estiveram escravos em Babilônia e alguns desobedientes entre eles passaram a festejar os costumes pagãos, desprezando as ordenanças de Deus. Mas a maior contribuição para a profanação da Páscoa deu-se mais tarde quando o cristianismo de Roma aderiu ao Estado. Não só a Páscoa, mais outras festas e ordenanças cristãs sofreram o impacto do paganismo absorvido pela liderança da igreja de Roma. Pois com a queda do poder político de Babilônia, a core religiosa de Babilônia instalou-se em Pérgamo (487 a.c.), que foi chamada por Jesus de Trono de Satanás e, mais tarde, devido Roma ser império mundial, toda a autoridade da ordem eclesiástica pagã de Babilônia ficou sobre o bispo de Roma, Dâmaso (378 d.c.).

Assim o líder da igreja de Roma tornou-se o pontífice que resultou ao cristianismo de Roma. Dentre as paganizações sofreu a Igreja Romana, podemos citar o batismo de crianças, velas, sinos, purgatório, imagens, os títulos de Mãe de Deus e Rainha do Céu dados a Mãe de Jesus, títulos estes que eram da deusa Semíramis, e que significavam uma verdadeira blasfêmia à Deus, confira Jeremias 44.15 a 19. Os resultados desse casamento mal sucedido da simbologia cristã com a mitologia mitologia pagã resultou no que é hoje o romanismo: Cristianismo paganizado.

Alguns países herdaram do paganismo o costume de se oferecer durante as confraternizações da primavera ovos cozidos e coloridos com diversas tintas. Como lembranças da renovação de vida, milhares deles eram oferecidos à demoníaca deusa Istar. O coelho era o animal símbolo das festividades pagãs e também era considerado o símbolo da fertilidade na primavera. Depois, Pio XII adotou o ovo como símbolo oficial da Páscoa.O que é realmente a Páscoa para os cristãos

A Páscoa representa para os cristãos o próprio Cristo e seu sacrifício. O cordeiro que Deus mandou Moisés sacrificar já significava Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus tira o pecado do mundo (João 1.29). O cordeiro pascoal não poderia ter o mais ínfimo defeito, tinha quer ser perfeito. Jesus jamais teve defeito algum, inclusive nenhum osso seu foi quebrado, mesmo na cruz.
O sangue daquele cordeiro pascoal livrou os israelitas da morte, assim também o sangue de Jesus Cristo livra a todo aquele que nele crer da condenação do pecado e da morte eterna (1º João 1.7).

Como judeu, Jesus celebrou a Páscoa, mas como Cristo, instituiu a Santa Ceia (Marcos cap. 14). A Bíblia afirma “E comendo eles (a Páscoa) , Jesus tomou o pão (a Ceia) e abençoando-o (Marcos 14.22), partiu e disse: tomai, comei, isto é o meu corpo que é partido por vós. Fazei isto em memória de mim” (1º Coríntios 11.24). E semelhantemente procedeu com o cálice. Cristo ordenou que nós os cristãos, celebremos a Santa Ceia até que ele volte (Coríntios 11.26) e isto com pão e vinho.A Páscoa era uma cerimônia para os judeus que eram escravos no Egito. A ceia é uma ordenança para nós que fomos libertos por Cristo da escravidão de pecado e o aguardamos em glória. Assim como aquele sacrifício do Velho Testamento era a Páscoa para os judeus, o sacrifício de Jesus na crus á a nossa Páscoa. Jesus é o Cordeiro Pascoal que foi sacrificado para nos dar a salvação. O apóstolo Paulo entendi muito bem o sentido da Páscoa e disse: Cristo, a nossa Páscoa, foi sacrificado por nós! (Coríntios 5.7)

Para nós, cristãos, a Páscoa não lembra ovos, coelhos, velas, ou qualquer outro mecanismo pagão que sirva o aumento das vendas no comércio desta época. A nossa páscoa é Cristo que nos remiu com o seu precioso sangue (1º Pedro 1.18 e 19). Comamos a sua carne e bebamos o seu sangue para que a sua vida permaneça em nós e mós permaneçamos nele. Nossa páscoas é Jesus Cristo!

 

Jossy Soares é advogado e Coordenador da Agência Pés Formosos

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6 comentários em “CRISTO, NOSSA PÁSCOA

  1. Irmã Jossy Soares

    Ainda neste domingo, quando estava em casa de irmão de minha congregação, fiz o seguinte comentário: “Ao menos um domingo no mês, irmão Adilson, a igreja ficasse desde a escola dominical, até a realização da ceia a noite, pra que realmente ouvesse comunhão verdadeira, sem hipocrisia”.
    Criticamos a igreja romana, porém temos reuniões (festas) idênticas a de Aparecida, em SP, onde, além de adorarmos pessoas, não Deus, temos áreas de vendas de produtos, como aqui em minha cidade, na festa de NS do Rocio.

    A ceia, que representa em primeiro lugar comunhão, em segundo eu estar por baixo dos outros, me fazendo menor, como no lava pés de Jesus, não ocorre. Torna-se, na maioria das vezes, tradição, como a judaica. Assim sendo, façamos como Paulo, que ensinava algo de que nunca participou, porém recebeu a revelação, e ensinava corretamente ao irmãos. Hoje temos tudo a mão na Bíblia, livros, dicionários, etc, mas continuamos sem fazer um pequenino esforço para que a vida em comunidade cristã retornasse, e pudessemos sentir aquilo que eles sentiam no 1° século. Será que é a prosperidade, ou a falta dela, que nos atrapalha? Vendamos então o que temos, e depositemos aos pés dos pastores, para ressuscitarmos a comunhão da igreja primitiva. Mas isso é utopia, e não está mais aqui quem falou.

    Fiquem na paz de Cristo

  2. tenho gostado muito do comentário acerca de Cristo nossa Páscoa, pois realmente Ele tem sido o nosso libertador da nossa vida pecadora do egito, pois atraváes desse ato de Sua morte nos tem regatado dessa escravidão a uqal pertencia-mos anteriormente. Por isso é necessário fazer menção dessas passagens bíblicas para mais uma vez relembrar-mos deese tão grande sacrificio feito em prol da humanidade, onde até muitos cristãos até tem esquecido dele.Parabenizo pelo comentério. A paz do Senhor.

  3. Olha eu irmão quero comprimentar
    com a paz do Senhor,quero falar
    do comentario de cima sobre as festa em nossas igrejas
    ,também quero fazer um pergunta sobre esse assunto sexta feira agora fui a uma igreja, depois que acaba o culto eles ficam na porta vendendo pães,biscoitos,doces etc…a pergunta é:É serto fazer tais vendas dentro do terreno da igreja de Deus?Porque o proprio Jesus derrubou todas as barracas que estava dentro do templo gostaria que o irmão me respondesse essa pergunta.

    obrigado fica na paz do Senhor Amém….

  4. Graça e Paz.. Gostei muito do comentário Cristo,Nossa Páscoa e quero aqui expressar minha gratidão ao querido irmão,que Deus continue a derramar suas ricas bençãos em sua vida e família.

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