DEUS, A BÍBLIA E AS REVISTAS


Quem escreveu a Biblia?No ramo editorial, mês de dezembro é sempre a mesma coisa. Como a “espiritualidade” tilinta no ar próximo ao natal, as revistam sempre encontram uma forma de aumentar as vendas suscitando discussões sobre Deus, Jesus, Igreja ou Bíblia. 

Nesse ano não é diferente. A Superinteressante traz como matéria de capa a pergunta “Quem escreveu a Bíblia?“, e como subtítulo sugere que “A religião diz que ela veio de Deus. Mas novas evidências revelam como os textos sagrados foram escritos – e manipulados – pelos homens. Conheça os verdadeiros autores da Bíblia. E o real significado do que eles

 disseram“. 

É aquele velho blá-blá-blá de sempre. Escolhem um jornalista que não entende nada do assunto, o qual lê alguns escritores da “alta crítica”, ateus para variar, e o resultado é um texto parcial, fruto do interesse midiático.

Pois bem. Como o assunto é a Bíblia. Indico a leitura do texto A supremacia da Palavra na vida da Igreja em meio à sociedade pós-moderna, do César Moisés.

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14 comentários sobre “DEUS, A BÍBLIA E AS REVISTAS

  1. Essa foi boa!!!

    É aquele velho blá-blá-blá de sempre. Escolhem um jornalista que não entende nada do assunto, o qual lê alguns escritores da “alta crítica”, ateus para variar, e o resultado é um texto parcial, fruto do interesse midiático.

    Parabéns!

  2. o q nós temos visto na mídia é só isso! pessoas sem base nenhuma quetionando veracidades bíblicas, colocando o cristianismo contra-parede frente a pessoas sensacionalistas, pegando versículos isolados e jogando contra a gente… não vamos abaixar a cabeça frente a Satanás, vamos dar o nosso brado de vitória e estremecer essa nação com o Poder de Cristo!!

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  4. Olá Lékio,

    É por aí.

    A mesma lorota de sempre. Revista dita científica mas que na hora de analisar tema religioso não investiga os vários pontos de vistas sobre o assunto.

    Pelo que se percebe na matéria, nenhum teólogo que aceita a Bíblia como sendo a Palavra de Deus foi ouvido. Por que será?

    Abraço

    Ps. Em tempo, seu blog foi adicionado nos meus favoritos.

    Abraço, e participe sempre.

  5. Olá Luiz,

    Obrigado pela sua participação!

    Como disse anteriormente. Trata-se de matéria encomendada para o natal, e sobretudo parcial.

    Por que eles não falaram nas características singulares da Bíblia: escritas em 3 línguas (hebraico, aramaico e grego), 3 continentes (Asiático, Europeu e Africano), em mais ou menos 1600 anos, por mais ou menos 40 escritores, e mesmo assim o assunto é o mesmo?

    Por que não falar sobre as várias profecias do Antigo Testamento que se cumpriram em Cristo e também na nação de Israel. Por que não falaram sobre isso?

    Será que um livro humano poderia ter tais características?

    Abraço, e volte sempre.

    Valmir

  6. Caro Dr. Valmir Milomem

    É importante que façamos a leitura crítica deste tipo de publicação que, sem nenhum critério, nada acrescenta a um assunto tão importante quanto este.

    Dia desses, fui questionado por um liberal na faculdade onde leciono aqui no Rio. Ao aplicar o mesmo método que ele para questionar o liberalismo, fui surpreendido pela sua irritação. Mantendo a mesma tranquilidade, respondi-lhe que ele apenas trocara um “dogmatismo” (já que – por defendermos a infalibilidade e a inerrância da Bíblia – é assim que eles classificam nossa visão de mundo), por outro.

    Como pode se arrogarem tão “críticos”, mas não conseguem enxergar que estão condicionados ideologicamente? Nós cristãos somos mais coerentes, pois sabemos (e assumimos!) que nossa visão depreende-se da Bíblia. Isso, no entanto, não nos impede de assumirmos que precisamos de muitas respostas a questionamentos inconclusos.

    O que não dá para aceitar é um positivismo apaixonado no que muitos – sem sequer saber o que estão falando – chamam de “método científico”, como se este fosse livre das premissas ou “apriorismos” dos cientistas que se lançam às pesquisas.

    Recentemente fui procurado pela Revista Graça para falar sobre o “Jesus Histórico”. Em uma das respostas, apresentei alguns questionamentos que devem ser aplicados aos pseudocríticos:

    “Acredito que a melhor forma de combater qualquer sofisma, é inquirir às pessoas da mesma maneira que elas nos questionam. Por exemplo, os racionalistas afirmam que o Jesus teológico e bíblico é diferente do histórico. Com base nesta premissa, eles criaram um `Jesus` de acordo com as suas pressuposições. Assim, incorreram naquilo de que eles acusam os cristãos. Com base em quê foi criado este Jesus histórico? Quais as reais evidências a favor desta visão? Não há nenhuma subjetividade ou elemento imaginário por parte deles em relação à pessoa de Jesus Cristo, algo que seja fruto de suas preferências ou tendências, condicionando ou conformando a imagem de Cristo de acordo com a forma como querem que Ele seja visto? Se os pseudocríticos não puderem responder com coerência a este questionamento, muito menos podem acusar os cristãos de serem crédulos e infantis por confiarem no perfil de Jesus Cristo apresentado pela Bíblia. Os racionalistas objetam: `Mas a Bíblia não é História, e sim apenas uma grande epopéia, um mito`. Bem, neste caso como se explica os achados arqueológicos de objetos, artefatos e ruínas que antes só existiam nos relatos bíblicos? A Bíblia é digna de crédito pela comprovação de inúmeros fatos e personagens históricos através de achados arqueológicos (O palácio do Rei Davi, encontrado em 5 de agosto de 2005 pela arqueóloga israelense Eilat Mazar, é um caso típico e recente). Muitas provas documentais são encontradas, e posso citar como exemplos recentes o documento 7Q5 (encontrado em meados da década de 90, este documento possui este nome porque foi o quinto fragmento encontrado na caverna 7 do sítio arqueológico de Qumram, e consiste do texto de Marcos 6.52,53. Ele é datado pela paleografia como sendo do ano 40dC, ou seja, dez anos depois da ressurreição de Cristo), e os fragmentos de papiro do Magdalen College (Faculdade Madalena) da Universidade de Oxford, na Inglaterra (trata-se de três fragmentos do Evangelho de Mateus, datados de 30 anos após a morte de Cristo).
    A grande verdade é que os racionalistas e céticos são seletivos em suas dúvidas. Basta lembrar o frisson causado pela publicação do evangelho apócrifo de Judas em 2006. Os mesmos que desacreditavam em Jesus, foram pródigos em alardear a `coerência` do relato tendo, inclusive, o respaldo de `renomados especialistas em religião`. Como se explica esta incoerência? Não se trata de falta ou abundancia de evidências, e sim de que eles atestam o que querem e não o que realmente é”.

    Agradeço-lhe, uma vez mais, por indicar o nosso blog. Estive apreciando (novamente, pois já havia sido postado neste blog) o seu artigo no MP.

    Um big abraço

  7. Pr. César Moisés,

    Suas participações nesse blog enriquecem nossos debates.

    Pois bem.

    Tive a oportunidade de ler toda matéria da Superinteressante, assinada por José Francisco Botelho.

    De início ele faz as seguintes meta-perguntas: “Quem escreveu, afinal, o livro mais importante que a humanidade já viu? Quem eram e o que pensavam essas pessoas? Como criaram o enredo, e quem ditou a voz e o estilo de Deus? O que está na Bíblia deve ser levado ao pés da letra, o que provoca conflitos armados?”.

    Pela forma como as questões foram colocadas até parece que se trata de uma pesquisa profunda, bem elaborada. Porém, o escritor só fica nisso. Nas indagações. É a velha estratégia velada dos jornalistas de escrever algo sem consistência. Colocam um preâmbulo que suscita dúvidas a fim de fisgarem a atenção do leitor. Porém, no decorrer da matéria não respondem nada. Pior ainda, algumas ponderações chegam a ser risíveis de tão mal formuladas

    E como você afirmou, o liberalismo teológico é latente na matéria.

    Entre as autoridades consultadas estão: Anderson Zalewski, especialista em história antiga, da UFRGS, que argumenta que “a Bíblia era uma obra aberta, com influências de muitas culturas”, e que “o monoteísmo pode ter surgido pelo contato com os persas – areligião deles, o masdeísmo, pregava a existência de um deus bondoso, Ahura Mazda; o teólogo Humberto Gonçalves, do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos, no Rio Grande do Sul, que diz que”o homem é co-criador do mundo”; cita, ainda, Karen Armstrong, que questiona a violência no Antigo Testamento; e também o padre Luigi Schiavo, da Universidade Católica de Goiás, que afirma que “muitos erros foram feitos nas cópias, erros que às vezes mudaram o sentido do texto. Em certos casos, tais erros foram também propositais, de acordo com a teologia do escrivão” (sic, erros propositais?). Ou seja, somente “autoridades” que defendem a teologia liberal, e que não aceitam de jeito algum os posicionamentos contrários. E nesse caso, como você evidenciou, é também uma forma de dogmatismo.

    A pergunta que fica: Por que não ouviram na matéria teólogos de linha ortodoxa, que defendem a Bíblia como a Palavra de Deus, inerrante e infalível.

    Simples. Não querem ouvir!

    Ora, ora, ora. E depois ainda argumentam que se trata de uma revista científica, imparcial? De forma alguma, é mais um expediente de doutrinação do pensamento segundo a cosmovisão naturalista. Tanto é assim que o escritor termina o texto dizendo que “em pleno século XXI, pastores fundamentalistas tentam proibir o ensino da teoria da evolução nas escolas dos EUA, sendo que a própria Igreja aceita as teorias de Darwin desde a década de 1950”. É interessante como se generaliza, como se a igreja Católica fosse a Igreja, com “i” maíusculo, representante de toda verdade bíblica.

    Trata-se realmente de condicionamento ideológico, e não aceitam nada que lhes seja contrários. Não aceitam nem mesmo serem confrontados ou criticados, afinal considera-se como “baluartes da verdade”.

    Acerca da sua resposta sobre o “Jesus histórico”. Brilhante! Essa é mais uma fraca teoria que pretende retirar a divindade de Cristo.

    Grande Abraço!

  8. Estávamos preparando uma comemoração para o dia da Bíblia e minha filha, muito ingênua comprou a referida revista pensando achar algo importante e proveitoso para utilizarmos em benefício da data. Foi-nos difícil até para ler, doía nosso coração e ficamos preocupadas pensando em quantos estaria trendo acesso aquela leitura e concordando com a mesma. Levamos diante da classe e fizemos o comentário sobre o “cuidado com o que lemos e principalmente acreditamos”.

  9. Parece que Deus está morrendo e o Jesus Historico não existe. Características singulares da Biblia? Quais são estas características? O argumento do texto que está fora do contexto e um grande pretexto para o tal texto.
    Não vai ser nesta geração mas a razão vai sobressair sobre estes mitos religiosos.

  10. Ai meu Jesus… quando vejo essa discussões bizantinas fico pensando:

    Será que Jesus queria ser um exemplo vivo de como VIVER a divindade? Ou será que ele queria que a humanidade PERDESSE TEMPO lendo, relendo, discutindo, brigando, interpretando “livros sagrados” sem entender de fato que O SAGRADO está diante dos nosso olhos o tempo inteiro, que O GABARITO DE DEUS ESTÁ NO MUNDO na frente do meu nariz.

    Se quiserem ser cristãos não fiquem tagarelando em interpretações e tratados, e outras PERDAS DE TEMPO E DE FÉ: VIVAM simplesmente na paz e no amor ao próximo, no CUIDADO DO SER.

    Menos LEITURA e mais FÉ! Paz e Amor!

    Abraço!

  11. A respeito de que a revista Superinteressante tem que ser imparcial porque é científica: isso é bobagem.

    As ciências NUNCA foram imparciais, pra começo de conversa. E nem pretende ser. Elas defendem os pontos de vista científicos e pronto.

    Por que uma revista científica teria de tratar qualquer tema por um viés religioso? Vocês por acaso, durante o culto, ficam trazendo debates científicos?! Acho que não…

    E a revista tem que VENDER: é isso que garante a sua subsistência. Não é assim? O texto da revista é para gente que se interessa por assuntos laicos e pelo viés laico da ciência. Se vocês querem ler outras opiniões então leiam MAIS REVISTAS.

    (Só um comentário entre parênteses: vocês já notaram o quanto se colocam no lugar de vítimas? Ou apenas eu tô percebendo isso? Para com essa coisa de “o mundo ataca minhas crenças só porque sou do povo eleito”… vocês também atacam muita gente, chamando intelectuais de peso de “IDIOTAS” só porque contestam seus princípios! Mas eles não ficam choromingando como vocês… tenham fé no que acreditam e parem de se preocupar com o que os outros acreditam: vocês estão salvos, fiquem tranquilos e parem de lengalenga, por amor de Deus!)

    Abraço!

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