O CRISTÃO E AS ELEIÇÕES


 

No dia da eleição, deveríamos ser os melhores cidadãos, votando no candidato que seja o melhor para todas as pessoas.

Por Charles Colson e Anne Morse

Fonte: Cristianismo Hoje

Votar consciente não é apenas nosso dever cívico, mas sagrado.
Tenho me surpreendido com a quantidade de cristãos que desistiram de votar este ano. Alguns dizem: “Eu não gosto de nenhum candidato, portanto vou ficar em casa.”
Também estou cheio das atitudes vãs e das promessas vazias, mas deixar de votar não é uma opção é nosso dever tanto cívico quanto sagrado. Votar nos é imperativo como bons cidadãos e como agentes de Deus na indicação de líderes.
Então, como devemos fazer para escolher os melhores candidatos? Não empunhando uma bandeira partidária isso é ideologia barata. Ao contrário, os cristãos vivem pela verdade revelada, jamais cativos a um determinado partido. Portanto, o melhor lugar para buscar sabedoria não é no programa dos candidatos, mas na Bíblia.
O sogro de Moisés, Jetro, o aconselhou a indicar como governantes “homens capazes, tementes a Deus, dignos de confiança e inimigos de ganho desonesto”. O padrão é competência e honestidade.
Mais tarde, Deus ordenou a Samuel para que escolhesse Saul, que “libertará o meu povo das mãos dos filisteus”. Esta passagem nos traz à mente o ensinamento de Paulo em Romanos 13, que diz que o papel do governo é empunhar a espada para preservar a ordem e reprimir o mal. Assim, devemos escolher líderes mais bem capacitados para realizar esse propósito e perseguir a justiça. 
Hoje, Deus não escolhe mais nossos líderes diretamente (embora muitos de nós quiséssemos que ele escolhesse, pelo menos nos pouparia das cansativas campanhas políticas). Vivemos em uma democracia, de modo que Deus confiou a nós a tarefa de escolher os líderes que ele irá ungir. (Deuteronômio 1.12-13 nos mostra que os princípios democráticos remontam diretamente ao Antigo Testamento). Como Samuel, devemos escolher líderes dotados de competência, virtudes e caráter. Eis a razão pela qual deixar de votar ou rejeitar candidatos porque eles não são perfeitos à luz de uma avaliação bíblica ou política é uma negligência com respeito ao nosso compromisso.
Tampouco devemos votar em um candidato apenas porque ele se autodenomina cristão por mais surpreendente que isso pareça. Em vez de focarmos a denominação dos candidatos, deveríamos procurar identificar o candidato mais capaz. Martin Luther King, em uma frase famosa, disse que preferia ser governado por um turco competente, ou seja, um muçulmano, a ser por um cristão incompetente.
Deveríamos votar pensando no bem comum, termo raramente ouvido nos acalorados debates políticos. Nossos fundadores compreenderam isso muito bem, razão pela qual utilizavam o termo “bem-estar público” ou comunidade. Porém, atualmente, os políticos servem a interesses particulares, como vemos comumente, quando os congressistas desperdiçando milhões de reais em recursos adicionados às emendas do orçamento, favorecendo a empresas ou instituições específicas para a execução de projetos, sendo o dinheiro destinado a tais empresas ou instituições sem concorrência pública, como remuneração aos aliados especiais.
No entanto, ao olharmos para a política da perspectiva de Deus, vemos que ele possui um profundo e permanente interesse em que todas as pessoas sejam tratadas com justiça. Se Deus favorece a algum “grupo especial”, é aquele formado pelos pobres, pelos famintos, pelos portadores de alguma deficiência, pelos não-nascidos, pelos cativos, ou seja, aqueles que têm menos acesso ao poder político.
Eis a razão pela qual nós, cristãos, jamais deveríamos nos permitir ser, como a mídia nos tem caracterizado com freqüência, apenas mais um grupo que luta em defesa de seus próprios interesses. Se fôssemos um grupo partidário, deveríamos estar lutando pela dignidade de todos, em especial daqueles que não podem falar por si mesmos. 
Portanto, é possível que algum candidato não vá cortar os impostos ou votar por seu programa favorito, mas a questão real é: ele irá servir a todas as pessoas, ou somente àquelas que gritarem mais alto?
Após considerar esses critérios, se você ainda estiver pensando em ficar em casa no dia das eleições, jogue fora o seu exemplar de Cidade de Deus, obra na qual Agostinho nos apresenta a idéia de que vivemos com um pé na Cidade de Deus e outro na Cidade dos Homens. Ao descrevê-las, ele reitera o ensinamento de Jesus de que embora os cristãos vivam, no presente, na Cidade dos Homens, eles não pertencem a ela. Somos como forasteiros em um país estrangeiro; nosso verdadeiro lar está na Cidade de Deus.
Porém, Agostinho também ensinou que se desejarmos desfrutar das bênçãos da Cidade dos Homens, temos de assumir as obrigações da cidadania. Em vez de cumprir nosso dever cívico por obrigação, o cristão o faz de bom grado, por obediência a Deus e amor ao próximo.
O ensino de Agostinho igualmente nos ajuda a colocar a próxima eleição na perspectiva correta. Alguns se rejubilarão diante do resultado, enquanto outros sentirão o amargor do desapontamento. No entanto, independentemente dos resultados, a Cidade de Deus permanece. Após a queda de Roma, Agostinho escreveu que a Cidade do Homem é construída pelo homem e pode ser destruída pelo próprio homem, mas a Cidade de Deus é edificada por Deus e jamais será destruída.
No dia da eleição, deveríamos ser os melhores cidadãos, votando no candidato que seja o melhor para todas as pessoas. 
E, então, no dia seguinte, após exagerar na celebração ou autocomiseração, arregace as mangas e ocupe-se em trabalhar para o avanço do Reino de Deus nessa sociedade terrena.

 

7 comentários sobre “O CRISTÃO E AS ELEIÇÕES

  1. Fico muito triste em ouvir de várias pessoas que política não se mistura a religião. Sei que tudo neste mundo é biblico até a terra em que vivemos é abenõada por Deus. O que fazer para informar as pessoas que votam nos corruptos visivelmente, sem refletir uma frase se quer da biblia?

  2. concordo que tenhamos que escolher um canditato com os requisitos citados no texto acima; mas somente essas qualidades não servem como base para que esse candidato não se deixe contaminar pelo vírus da corrupção que contagia a maioria dos políticos dos nossos dias. Seria necessário que ele tivesse a mente de Cristo, um homen segundo o coração de Deus. Um Paulo ou um Davi, depois da conversão.

  3. Paz do Senhor,

    Não sei muito bem como surgiu esse prêmio, selo, mas dando continuidade ao que recebi indico o seu blog.
    Pela relevância na blogosfera cristã, e pela parceria estabelecida, indico esse tão abençoado blog ao selo “Butterfly Award: for the coolest blog I ever know”. Por favor, visite o blog do JP para as intruções para aceitação do selo.

    Deus o abençoe irmão Valmir!

    http://www.joaopaulo-mendes.blogspot.com

  4. Como homem de Deus, não vejo tanta necessidade de represetante evangelico no governo ou talvez nenhum. Pois eu ainda acredito no poder da oração da igreja; não importa a procedencia dos governantes. Os projetos de leis que ferem nossa dignidade e são contra nossos interesse(IGREJA) serão certamente refutado pelo poder das três armas poderosíssimas que estão a nossa disposiçao: palavra, oração e jejum. Muitos de nós estamos fazendo a mesma pergunta dos discípulos: ” Por que não podemos nós espulsá-los” Mt 17:19 e a resposta está nos versiculos seguintes, 20 e 21. Quanto ao exercicio de cidadania ninguem é obrigado a escolher o candidato (há quem diga que crente não pode votar em branco). O TRE nos dá o livre arbítrio de comparecer a zona eleitoral e escolher uma das opção: branco, nulo ou ecolha do canditdato. Na minha opinião estarei de qualquer forma exercendo a minha cidadania escolhendo uma das opçao e não necessariamente votar em alguem. Quero deixar bem claro que este comentário é minha opinião e ninguem é obrigado a concordar comigo.

  5. Gostei muito da abordagem deste assunto. Apartir de hoje,serei um leitor fiel. parabens

  6. VOTAR SIG. DAR CREDITO, APOSTAR EM ALGUEM, CREDITAR CONFIANÇA, PORTANTO O CRISTÃO VOTAR EM POLITICO IMPIO QUE NÃO RESPEITA AS COISAS SAGRADAS CONSERNETE A DEUS É DE FICAR ESCANDALIZADO EU DUVIDO DA FÉ DE UMA PESSOA QUE VOTA POR EX. NA MARTA SUPLICI, MULHER QUE DEFENDE O HOMOSSEXUALISMO, O LEBIANISMO, O CASAMENTO GAY,OU SEJA A DESTITUIÇÃO DA FAMILIA QUE É UMA INSTITUIÇÃO DIVINA, VOTAR POR EX. NUM POLITICO CHAMADO GABEIRA QUE QUER LEGALIZAR A MACONHA NO BRASIL, VOTAR POR EX. EM FHC SOCIOLOGO ATEU QUE INAUGUROU UMA POLITICA DE VIAJANTE, E QUE SEU SUCESSOR LULA DA SILVA O COPIOU, OUTRO ATEU QUE JUNTO COM OUTROS TORNOU O BRASIL UM PAIS CORRUPTO E EXTREMAMENTE IMORAL. A BIBLIA DIZ PARA NÃO TERMOS RESPEITO A PESSOA DO IMPIO PROVERBIO 18-5 E ESSA QUE CADA UM VOTA EM QUEM QUER SÓ SE ENCAIXA NA CABEÇA DE QUEM NÃO TEM NENHUM PRINCIPIO CRISTÃO E AGORA ME VEM A TAL DA DILMA ROSSEF QUE EM DIA ESTEVE NO ALTAR DA ASS. DE DEUS E LOGO NO OUTRO ESTEVE EM CONTATO COM UMBANDISTAS NO RIO DE JANEIROSEM CONTAR O OMISSO JOSE SERRA QUE NÃO FAZ NADA A NÃO SER VENDER AS EMPRESAS BRASILEIRA PARA OS ESTRANGEIROS A PREÇO DE BANANA SÓ TEM UM JEITO DE MUDARMOS ISSO VOTANDO EM UM POLITICO QUE TENHA PRINCIPIOS MORAIS CRISTÃO! SE NÃO IREMOS COMO ESTAMOS FAZENDO ATÉ AGORA COLHER AQUILO QUE ESTAMOS PLANTANDO…. FALENCIA ESPIRITUAL!

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