Leitura do Contexto (1)


LEITURA DO CONTEXTO

Aborto de Anencéfalos – No autos do processo de Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental n.º 54, onde se discute a questão do aborto e de anencefalia, o STF marcou três audiências públicas para ouvir entidades e técnicos acerca do assunto, “não só quanto à matéria de fundo, mas também no tocante a conhecimentos específicos a extravasarem os limites do próprio Direito”. As audiências ficaram agendas para os dias 26 e 28 de agosto, e 04 de setembro.

Aborto e participação da sociedade – Vários representantes da Sociedade Civil inscreveram-se no STF para participar das audiências; entre elas a CNBB, Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, Católicas pelo Direito de Decidir, Associação Médico-Espírita do Brasil – AME, Conselho Federal de Medicina, Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, etc.

Aborto da Universal – O grande absurdo de tudo isso é que a única instituição representante do “povo evangélico” foi a Igreja Universal do Reino de Deus, e para quem tinha dúvidas sobre o posicionamento da igreja do Edir Macedo sobre a questão do aborto, agora não tem mais. O bispo Carlos Macedo de Oliveira representou a IURD e defendeu que “as mulheres têm o direito de decidir se querem ou não abortar um feto”.

Aborto de Opinião – A pergunta que fica é a seguinte: Onde estão as instituições e igrejas evangélicas que primam pela ortodoxia bíblica, para combater o pensamento e a teologia liberal? Respondo: Escondidas em seus templos. Cadê os representantes da CGADB, os presbiterianos intelectuais e os batistas inteligentes? Como escreve o Daladier Lima: “Depois nós reclamamos quando a mídia nos nivela. Detalhe: os canais de notícias dão conta de que os evangélicos estavam representados pela igreja de Macedo, e a posição liberal desta igreja foi apresentada como a de todo o grupo. Endomarketing: 10, Marketing institucional: 0!”

Aborto de Opinião 2 – Por essas e outras que considero como correta a argumentação de que os liberais tem mais coragem do que os conservadores. Eles, pelo menos, dão a cara para bater, e nós deixamos o povo ser abatido.

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6 comentários sobre “Leitura do Contexto (1)

  1. Parabéns, pelo post.

    Creio que apenas fama de inteligente ou intelectual não basta.

    do que adianta ter o conhecimento e não fazer nada?

    é melhor saber pouco e fazer alguma coisa, do que saber muito e ser omisso!

    Um abraço,
    Leonardo Rodrigues Pereira

  2. Caro Valmir,

    Devido a intensas atividades, estive um pouco afastado da blogosfera nos últimos dias, dando, no máximo, atenção apenas ao meu blog, e só agora vi os debates em seu blog e no do pastor Geremias sobre a participação solo da Universal, como que representando os evangélicos, nas audiências públicas promovidas pelo STF. Adianto que concordo com todos que criticaram a ausência da CGADB nas audiências, mas apenas ressalvando que essa omissão não foi premeditada. Logo que li nos jornais sobre as audiências, comuniquei o fato e a resposta que recebi é que o pessoal da CGADB não estava sabendo das audiências. Foi por puro desconhecimento que não se inscreveram, e não por descaso. Logo quando souberam, se interessaram em participar e já estavam definindo um nome para representar a AD na audiência. Ainda não tenho notícia se conseguiram ou não se inscrever, só sei que a inscrição parecia um pouco difícil, uma vez que a primeira audiência já havia sido realizada quando foram informados e já havia muitos escritos para as próximas audiências. Agora, só falta uma: a de 4 de setembro. Vou ver se consigo informações concretas hoje sobre se conseguiram se inscrever ou não, e, sabendo de novidades, informarei neste blog e no do pastor Geremias, que encetaram o assunto.

    Aproveitando, quero lembrar que a CGADB tem procurado, nos últimos anos, se envolver mais nas principais discussões nacionais, vide, como bem lembrado pelo irmão Geremias do Couto, a visita do pastor José Wellington recentemente ao Congresso Nacional (divulgada por parte da mídia secular) para esclarecer o posicionamento da Assembléia de Deus em relação a projetos de lei abortistas, a PLs que insituem o crime de homofobia, a PLs que pretendem legalizar as drogas e profissionalizar a prostituição etc.

    Abraços!

  3. Leonardo,

    Às vezes olho para nós, cristãos, e vejo que estamos tateando em lugares errados. Temo usado pouco nossa inteligência e nossos dons em prol do Reino de Deus.

    Abraço

  4. Pr. Silas,

    Obrigado pelo esclarecimento.

    Acredito nisso. Tenho certeza que a CGAD não teve a premeditação em não participar das audiências públicas no STF, porém, e por isso mesmo, percebe-se que estamos distantes de questões tão fundamentais da sociedade.

    Acredito que a comunicação dessas audiências à CGADB caberia a qualquer cristão, inclusive nós, por exemplo, blogueiros comprometidos com a influência do pensamento cristão, no entanto, creio que competeria principalmente à Comissão Jurídica da CGADB o acompanhamentos desses temas que estão em discussão no STF e no Congresso Nacional.

    Penso que a visita do Pr. José Wellington ao Congresso é um bom começo, entretanto, muita coisa ainda precisa ser feita, para, por meio de uma postura corajosa dos evangélicos, provocar impacto frente aos projetos e propostas de lei e processos cujos julgamentos possam contrariar a fé cristã, e, mais do que isso, banalizar a vida.

    Não nos enganemos, a aprovação do aborto dos anencéfalos será um porta aberta da aprovação de qualquer tipo de aborto. E isso é assustador!

    Na paz

    Valmir Nascimento Milomem

  5. Caro Valmir,

    Antes de tudo, retificação: por distração, grafei errado. Na décima terceira linha do meu último comentário, por favor, leia-se “inscritos”.

    Agora, como prometido, novas notícias sobre a CGADB e a audiência no STF sobre o aborto: recebi a informação ontem pela manhã que ainda era incerta a participação da CGADB na audiência de hoje, mas que, se não fosse possível, o texto elaborado para ser lido pelo representante da CGADB na audiência (e que foi especialmente preparado pelo pastor Esequias Soares, presidente da Comissão de Apologia da CGADB) será lido no Congresso Nacional, e a idéia é que seja hoje ainda. Ou seja, se não for no STF, será no Congresso. E, sendo no Congresso, quem deverá lê-lo é um parlamentar da AD.

    Sobre as colocações do irmão, concordo. Só acho que o melhor órgão da CGADB para ficar sintonizado com os grandes debates nacionais é o Conselho de Comunicação, que, inclusive, foi quem foi comunicado sobre a falha e correu agilizando a participação da AD nesse discurso. O Conselho Jurídico seria apenas acionado pelo Conselho de Comunicação para produzir textos com argumentos jurídicos sobre casos em apreço que demandassem parecer jurídico, como este, e que seriam divulgados pelo Conselho de Comunicação à imprensa, ao STF, ao Congresso etc. Pouca gente sabe, mas, nos últimos dois anos, o Conselho de Comunicação tem, continuadamente e com prontidão, respondido, em nome da AD, a artigos e matérias tendenciosas publicadas na mídia impressa e televisiva, mas, infelizmente, esses órgãos de imprensa não publicam as respostas que recebem, e muitas vezes nem na seção de cartas (no caso do jornal impresso). No máximo, as redações das tevês, jornais e revistas apenas mandam uma resposta burocrática. Apesar disso, nada de esmorecer, mas, sim, continuar fazendo a nossa parte, como o próprio irmão tem feito dentro de suas possibilidades.

    Abraço!

  6. Pr. Silas,

    Obrigado por mais esse retorno.

    Acho que começamos a fazer alguma coisa.

    Penso que é hora de sairmos da letra e partirmos para a prática, e como ficou bem evidente nesse caso, como discutido no blog do Pr. Geremias do Couto, a nossa omissão se deu pela inabilidade com essas questões em nível institucional, mais do que pela premeditação em não participar.

    Sobre a Comissão Jurídica x Comissão de Comunicação, acho que é necessário a atuação conjunta de ambos os grupos no caso em foco, para que a nossa participação apresente argumentos jurídicos e éticos.

    De toda sorte, parabéns pela atuação do Conselho de Comunicação frente às publicações da mídia anti-teísta.

    paz

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