(In)tolerância disfarçada


Reinaldo de Azevedo em recente postagem em seu blog também atacou a dita tolerância dos tempos modernos. Uso a palavra “também”, pois já tenho falado sobre o assunto aqui no blog.

O blogueiro da Veja argumenta: Atacar Cristo pode; Criticar Chico não pode. De fato, Reinaldo de Azevedo está corretíssimo. Essa é a tônica da falsa tolerância propagada pela esquerda liberal. Tolerância unilateral, capenga e exclusivista.

Ele escreve:

Cristo — sim, aquele, o Jesus — é alvo das maiores vilezas. E ai de quem se atrever a contestar o agressor. Há o risco de ser linchado sob a acusação de cercear a liberdade alheia. Malhar o Nazareno pode; chamá-lo eventualmente de “impostor” é um sinal de progressismo, de independência e de caráter superior. Mas Chico Buarque é intocável. Não foi assim, em passado recente, com Che Guevara, o porco fedorento?

Toca ele no ponto fulcral do assunto. Desferir ataques e ofensas contra Cristo e os cristãos é permitido. Isso se chama direito de liberdade de expressão. O contrário, por outra via, não pode ser permitido, ou seja, quando os cristãos rebatem as críticas, estãos querendo “impor seu dogmas e sua religiosidade”. É como se os ateus e os comunistas não quisessem impor também seus pontos de vistas e dogmas. É como se os cristãos fossem os únicos tendenciosos do planeta, e o restante, todos neutros.

Os cristãos precisam ser tolerantes, os outros não!

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5 comentários em “(In)tolerância disfarçada

  1. Caro Valmir Milomen

    É interessante notar que a forma obtusa com que os pseudopensadores emitem seus arroazoados, torna-se “verdade” pelo simples fato de que eles são proclamados pela grande mídia como as mentes mais lúcidas desta nação.

    Erro semelhante, ou, perpendicularmente a este fato, é que está ocorrendo entre a comunidade científica, por aquele que se autoproclama “porta-voz” da “ciência”: Richard Dawkins.

    Um verdadeiro “aiatolá do ateísmo” que, se valendo dos mais dogmáticos argumentos, procura impor sua visão de mundo a qualquer custo. Tudo, claro, em nome da “liberdade de expressão” e, com a vantagem de estar sendo “imparcial”, pois arroga a utilização do “método científico”.

    Boa discussão a sua. Um grande abraço.

    César Moisés
    http://marketingparaescoladominical.blogspot.com

  2. Kharis kai eirene

    Prezado irmão Valmir é sempre uma satisfação participar de seu blog. Modestia em anexo, seu blog interessa ao blogueiro cristão.

    Quanto ao post, sabemos que uma pseuda intelectualidade se apossou de nossos críticos a ponto de eles mesmos não se aperceberem de suas incoerências.

    Consideram-se livres para calcar o Filho de Deus, mas são incapazes de criticar os seus ídolos falíveis. Essa postura, no mínimo, é contrária ao espírito científico que eles mesmos advogam.

    A verdade é oposta aos dogmatismos da ciência e da religião, da fé e do ateísmo.

    Os cristãos, nós somos o público mais abertos ao debate e a controvérsia, aceitamos que nossos postulados sejam debatidos por meio do “jogo da linguagem”, mas infelizmente os críticos liberais e fundamentalistas científicos são mais fiéis aos seus dogmas do que a verdade.

    Espero vê-lo em breve.
    Um abraço

    Esdras Bentho

  3. Pr. Cesár Moisés,

    Obrigado pela visita e principalmente pelo comentário.

    Realmente, existe por aí uma leva de pseudo-pensadores, cujas teorias sucumbem à sua própria lógica. Como disse, eles arrogam para si a “verdade”, mesmo não aceitando a existência de uma verdade absoluta. E isso, como diz Norman Geisler, no livro Fundamentos Inabaláveis, entra em atrito com a principal lei da lógica filosófica: a lei da não-contradicão, onde uma declaração não pode ser falsa e verdadeira ao mesmo tempo.

    Apesar da obviedade da lei da não-contradição é exatamente isso que os “grandes pensadores”da modernidade fazem: eles tropeçam no óbvio. No caso sob foco, a tolerância apregoada e defendida pelos pensandores da esquerda liberal só possui validade para os cristãos, de maneira quem nós, evangélicos, precisamos tolerar todo e qualquer tipo de desvario perpetrado no ambiente social. Precisamos ouvir calados tudo quanto eles dizem.

    Mas, por outra vértice, a tolerância não vale para eles, de sorte que tudo quanto os cristãos dizem deve ser combalido, sob a argumentação de que somos fundamentalistas.

    Ei peraí! Toda defesa de cosmovisão é, em si, fundamentalista.

    Tenho por certo que a Bíblia nos alerta, de certa forma, a que sejamos intolerantes com tudo quanto seja contrário às verdades bíblicas. Paulo, em Rm.12.2, diz para não nos conformamos com este mundo, ou seja, para não nos amoldarmos a este mundo. Noutras palavras, o apóstolo dos gentios conclama para que sejamos intolerantes.

    A despeito de Richard Dawkins, o Carl Sagan da modernidade, como o irmão muito bem argumentou, ele trabalha no ambiente da argumentação, tentando a todo custo fazer com que as pessoas aceitem suas idéias acerca da ciência e da evolução biológica.

    De ciência as idéias de Dawkins nada têm. Elas podem, no máximo, serem analisadas sob o foco da filosofia, num embate sobre cosmovisões, posto que nenhuma de suas teorias são verificáveis, requisito esse basilar para a verdadeira ciência.

    O interessante de tudo é que muitos dos seguidores de Dawkins fazem de tudo para colocar em xeque a cosmovisão e o pensamento cristão, mas, por outro lado, eles nunca sequer fizeram a prova das idéias deste “cientista”, bem como de outros pensadores anti-teístas.

    Outro dia, por exemplo, em conversa com um colega que se dizia agnóstico (que depois mudou sua denominação para cético), após ouvi-lo argumentar com base em Marx e Hegel, perguntei se o mesmo já havia feito a prova das teorias desses dois pensadores, o que simplesmente disse que não.

    É exatamente isso. Muitos dos alunos aceitam facilmente as idéias anti-teístas, sem contudo fazerem a confrontação, pelo simples fato de acharem que pessoas como Marx, Hegel ou Nietzche são – autoridades – do pensamento.

    O ponto fundamental a que os evangélicos precisam estar atentos é no que diz respeito à interpretação crítica de tudo quanto os falso-pensadores dizem. Precisamos estar munidos contra todas as falácias por eles levantadas.

    Não tive a oportunidade de ler o seu recente livro, O mundo de Rebeca, mas pelo que percebi no release, um dos focos foi exatamente esse: a defesa da fé cristã voltada para família cristã.

    Precisávamos de uma obra como essa. Parabéns!

    Um grande abraço!

    Seu irmão em Cristo.

    Valmir Milomem

  4. Pr. Esdras,

    Satisfação maior tenho eu de poder ler os seus comentários.

    Suas palavras são irrepreensíveis.

    No caso do Brasil, estamos em notória escassez de verdadeiros pensadores, críticos imparciais que expõem suas idéias sem rompantes de dogmatismos.

    Por óbvio, ninguém é neutro no mundo do pensamento. Todos pendemos para este ou aquele lado. Mas a tendência, na defesa das idéias, não anula o pensador. O que torna o processo de imparcialidade um impecilho no âmbinto da confrontação de cosmovisões é a incapacidade de se ouvir a parte contrária. Ai, nesse caso, o problema é agravante, na medida em que se tapa os ouvidos para analisar os postulados divergentes.

    Essa é a maior crítica que se faz aos pensadores modernos. Eles não aceitam críticas, muito menos estão dispostos e avaliar os posicionamentos contrários aos deles.

    Na maioria são liberais, mas somente no nome. Pelo que tornaram-se reféns de suas próprias teorias, criando um tipo de totalitarismo da liberdade de expressão, onde somente são livres aqueles cujas opiniões estão alinhavadas às deles.

    Parafrasenado Charles Colson, nessa era pós-modernas as suas verdades são as suas verdades, e as minhas verdades sãos as minhas verdades, e nenhuma é suficiente para convencer ao outro. Tudo o que resta é puro poder, onde se abre espaço para um novo tipo de fascismo”. E é isso que boa parte dos pensadores modernos fazem: um novo fascismo. Ele tem poder na mão, que é a mídia. O resto é resto.

    Mas, pela Graça de Deus, temos o maior poder de todos: Cristo Jesus. Como escreveu Paulo ao cristãos de Corinto: “Mas a todos quantos pregamos, pregamos a Cristo poder de Deus e sabedoria de Deus”.

    Em cristo

    Seu amigo e irmão

    Valmir Milomem

    Ps1. De mesma forma, também espero vê-lo em breve.

  5. È lamentável o tipo de atitude que está sendo tomada em relação ao erários públicos em nome de uma liberdade moral. O que o senhor ministro da saúde acaba de fazer é uma dissonante maneira de gerir o dinheiro do povo brasileiro. Será que se um médico evangélico se recusar a chamar o indivíduo bissexual ou coisa afin, da alcunha que deseja, será respeitado? Resposta:Absolutamente não! Por quê? Há um favorecimento as minorias e o cidadão de bem está tendo todo o seu direito livre cerceado pelo poder público e judiciário! Isso é democracia? Parece mais uma ditadura com roupagem democrática. Só Jesus.

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