Estaríamos negligenciando a nossa vocação?


por Jossy Soares

Há quase dois mil anos o nosso amado Senhor Jesus Cristo fez um convite para desafiarmos o mundo. Ele disse: vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens! (Mateus 4.19 ). Hoje, no crepúsculo do século XX, cabe a nos refletirmos se estamos de fato ou não empenhados em cumprir esse desafio, e mais ainda se estamos alcançando os resultados esperados.

O Cristianismo proposto por Jesus Cristo não consistia em um amontoado de regras e ritos. Não era um sistema de crenças e praticas cansativas, que só visavam o exterior. Muito menos o Cristianismo tinha objetivo de propor um sistema de partidarismo ideológico onde os vários seguimentos competiam, as vezes até de forma hostil, entre si para crescer e aparecer como o maior grupo, denominação, etc.

Ao contrário de tudo isto, o Cristianismo propunha ao mundo uma melhor esperança (Hebreus 7.19), uma vida dinâmica cheia de fé, obras, santidade e amor. Todos os conceitos da época caíram literalmente diante da superioridade do Cristianismo, que trazia ao mundo a concepção da justificação pela fé sem as obras da lei (Romanos 3.28). Jesus Cristo, de uma forma impressionante, trazia ao mundo morto a vida plena. Contrastava o legalismo do farisaísmo com a misericórdia, a exploração do governo da época com o amor ao próximo, as trevas tenebrosas do paganismo com a verdadeira luz quem vem ao mundo, a fome da multidão com a abundância de pão, a tempestade com a bonança, a condenação com a libertação, a morte com a vida, o amor próprio com a renuncia, a gloria humana com a submissão a Deus. Como falou o Profeta Isaias, ele veio para ser luz aos que estavam em trevas, liberdade aos presos, e apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia do Senhor (Isaías 61.1 e ).

Com a expressão “… vos farei pescadores de homens”, Jesus deixou claro que a humanidade precisava ser pescada, resgatada da sua vã maneira de viver. Isto mostra como Deus vê o homem submergido nas águas turvas do pecado, afogando-se sem esperança. Diante desse quadro Jesus Cristo resolveu passar sua experiência para seus discípulos ensinando-os a pescar almas. O ensino de Jesus consistia em transformar crentes em discípulos. Jesus estava tão interessados que seus discípulos fossem peritos em teologia ou doutrina quanto que suas vidas fossem realmente a evidencia do que se aprendia nas letras. Seus ensinos consistia em pratica, demonstração do amor de Deus em todos os sentidos, ate mesmo para com os inimigos. Outra vez, depois de seus discípulos terem acompanhado toda a sua trajetória, Ele falou: “Ide por todo mundo, pregai o Evangelho a toda criatura!” (Marcos 16.16). Pois ele era sabedor de que somente o Evangelho, a Boa Nova, poderia dar vida ao mundo acabado e reconciliá-lo com Deus.

Jesus Cristo não fez restrição quando determinado grupo diferente de discípulos pregava e expulsava demônios em seu nome, apesar das reclamações dos discípulos. Tão somente ele falou que quem não era contra era a favor, quem não espalhava, ajuntava. Notamos que ele não perdeu seu tempo precioso de fazer sua missão para discutir questões de jurisdição eclesiástica. Seus ensinamentos não concordavam que a igreja X prepara-se um plano para se contrapor a igreja Y, sua irmã, tão somente por questões políticas.

O pecador cotinua afogando-se no mar turvo do pecado enquanto lá na praia os pescadores que ainda não aprenderam a lição de Jesus continuam a brigar entre si, indiferente ao clamor dos que perecem, fazendo a equipe de salvamento perder forcas e mostrar-se incapaz de resolver o problemas das vitimas do pecado. Estaria o dono da companhia de salvamento satisfeito com esta situação?

Quando analisamos a frase de Jesus, “ide por todo o mundo”, vemos que a Igreja tem a responsabilidade de conquistar o mundo. Ao invés de perdermos tempo com nugacidades, pieguices e questões irrelevantes, devemos aplicar estratégias de conquistar o mundo. As almas estão ao redor de nos esperando o socorro, enquanto estamos presos nos embaraços e em falta para com a nossa maior vocação que e de ganhar almas. E quase inacreditável, devido seu grau de inadimissibilidade, mas ha igrejas locais ou regionais que ainda não tem um plano de evangelização definido, nelas não ha a menor perspectiva de como se vê hoje a necessidade de usar diferentes métodos de evangelismo face a velocidade de evolução do mundo. Enviar missionários seria inovação nociva para algumas lideranças nessas igrejas. Interessante e que ha recursos para tudo, carros, casas, etc., mas quando se fala de evangelismo, missões e obra social, o dinheiro desaparece. Diz a Bíblia “digno e o trabalhador do seu salário” (Mateus 10.10) e ainda “e dando que se recebe”, por mais que uma igreja não tenha recursos quando ela investe em missões e evagelismo o Senhor abre as janelas do céu e esta igreja passa a ser uma igreja onde recursos jorram como a fonte de um grande rio. Não e de se admirar que já existe hoje uma cobrança por parte da sociedade e de setores políticos, pois determinadas igrejas tem patrimônios invejáveis, e não tem um obra de assistência social pelo menos para atender a comunidade que lhe pertence. Existem ate edifícios sem nenhuma utilidade, enquanto há tanta carência de escolas, postos médicos e moradia. Será que tais lideres sabem o que e depender do atual sistemas de saúde de nosso pais? a esses diz a Escritura em Provérbios: “Procura saber do estado das tuas ovelhas”. Estaria a igreja cumprindo sua missão abrindo as portas de seus templos três a cinco vezes apenas por semana em intervalos inferiores a duas horas enquanto ha milhares de pessoas necessitando de libertação, cura e outros cuidados? Estaria sendo o templo um aprisco permanente ou um abrigo temporário? E o que falar de determinados templos e gabinetes onde o acesso e quase impossível a pessoas comuns como acontece nos grandes centros? Seria o esse ministério agentes de vida ou executivos de uma grande empresa da fé racional?

E diante de um quadro como este que perguntamos se estamos ou não negligenciando a nossa vocação.

Mas agora pergunto: será que realmente os pescadores aprenderam a lição que Jesus Cristo ensinou? e se não aprenderam porque não o procuram para receber uma aula de reforço? Será que a fama e o “status” evangélico os impedem de recomeçar?
Há hoje na Igreja uma multidão de pessoas comuns, crentes cheios do Espirito Santo que estão tendo profundas visões de como expandir a Obra do Senhor, porem as vezes são impedidos pôr seus superiores devidos um leve temor que estes tem de serem superados e esquecidos. Para estes pergunto: Onde esta a renovação do Espirito Santo em vossas vidas? Seriam as aspirações pessoais e as considerações ministeriais mais importante do que o Plano de Deus para com sua Obra? Estariam os protocolos eclesiásticos acima da urgente necessidade de renovação e alcance do mundo perdido? Particularmente acreditamos que o grande poder do Senhor há de manifestar nesses últimos dias e muitos verão que Deus fará verdadeiramente nos compreendermos que operando Ele, quem impedira?

E evidente que devemos pensar na Igreja do Senhor com um Reino uno e poderosíssimo, pois reino dividido contra si mesmo não sub-existe, segundo o próprio Senhor. Não quero aqui justificar que a Igreja de Jesus deva se misturar com denominações que já perderam de vista a santidade, a pureza, os prodígios, os milagres e uma vida piamente aos pés do Senhor. Nem tampouco proponho aceitação dos rebeldes dentro do aprisco, sem um verdadeiro arrependimento e mudança de vida. Combato aqui a atitude de muitos que criam preceitos sem fundamento bíblico para exercer dominação sobre o povo de Deus, levando-o a ter uma vida estéril, como verdadeiros robôs programáveis, sem contemplar a plenitude da liberdade
que e o Cristianismo proposto por Jesus Cristo.
Pecamos ao Senhor que mande Obreiros com visão para sua Seara e que renove a visão dos que estão precisando.

Jossy Soares é membro do Projeto Pés Formosos e trabalha com o GPEU(Grupo Pentecostal de Evangelização Universitária – entidade doutrinariamente assembleiana e que pretende estender-se por todo território nacional observando determinações dos Ministérios locais
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