A “literatura” antibíblica e premiada de Paulo Coelho


Por Marcos Antônio Guimarães

O escritor Paulo Coelho é lido em mais de 60 idiomas, em 150 países, e dono da marca de 75 milhões de livros vendidos. Ele também é campeão de críticas. Apesar de ser considerado um bom narrador, existe um ponto comum observado nas vozes que ecoam da crítica quando se referem aos seus livros: “ele escreve muito mal”.

O artigo “A marca do Coelho” de 11/08/2006, publicado no site: http://www.revistalingua.com.br, destacou que “falar da obra de Paulo Coelho do ponto de vista dos especialistas e da crítica é sinônimo de polêmica”. O mesmo artigo traz declarações surpreendentes como a do cartunista e escritor Ziraldo: “Paulo Coelho escreve mal feito poucos, mas é um narrador extraordinário”. E a de Antônio Gonçalves Filho, um dos mais respeitados críticos de arte, atualmente no Jornal O Estado de S. Paulo: “Se for feita uma análise acurada dos textos de Coelho, não será possível considerá-lo bom escritor”.

A revista Veja, de 27 de setembro de 2006, trouxe artigo assinado por Jerônimo Teixeira, sob o título “A bruxa está à solta”, uma referência ao novo lançamento de Coelho: A bruxa de Portobello. O articulista de Veja foi ainda mais enfático em suas declarações quanto às falhas na escrita de Paulo Coelho quando declarou que “o lançamento de seu novo livro é uma boa oportunidade para reafirmar o fato fundamental: ele é um péssimo escritor”. Teixeira ressaltou que o novo livro contém sérios problemas de estruturação gramatical e fala de um assassinato que teria de ocorrer “em circunstâncias absolutamente normais”.

Diante do exposto, qual seria a razão para o sucesso de Paulo Coelho, se os críticos são quase unânimes em afirmar que ele escreve mal? Na opinião de Antônio Gonçalves Filho tal sucesso “se deve mais à sua capacidade de suprir necessidades de um tipo de leitor em busca de mensagens positivas para a vida do que à produção de alta literatura”. Sendo assim, o que as pessoas estão buscando nos escritos de Paulo Coelho são respostas às suas necessidades, não materiais, mas espirituais. Esta é a razão de seus livros serem verdadeiros manuais esotéricos.

Ocultismo com máscara de boa literatura
Os livros de Paulo Coelho transmitem mensagens do tipo “o encontro com a energia superior está ao alcance de qualquer um”, porém, sem definir quem é tal energia. Em “O diário de um mago” ele escreve que Barrabás significa “filho do pai”, e quando Pilatos pediu que o povo escolhesse entre Jesus e Barrabás, ele apresentou um homem flagelado e humilhado – Jesus, e outro de cabeça erguida, um revolucionário – Barrabás. E segundo o escritor, Deus sabia que o povo enviaria o mais fraco para a morte, para que ele pudesse provar o seu amor. Sendo assim, qualquer um que fosse o escolhido – Jesus ou Barrabás – o “Filho do Pai” é que terminaria sendo crucificado. Isso é um agravo à hermenêutica Bíblica, e um escárnio à fé cristã.

Livros como os de Paulo Coelho são para o público jovem e adulto o correspondente a Harry Potter para o público infantil. Ambos aliciam mentes à bruxaria e ao ocultismo, pulverizando princípios e doutrinas esotéricas e, portanto, antibíblicas. Para o escritor Samuel Costa – A igreja cristã tem de identificar e desmontar os andaimes do ocultismo, camuflados por trás dessa série, antes que a feitiçaria seduza, cative e azucrine as mentes dos nossos pré-adolescentes e adolescentes.

Em referência à literatura supracitada, o norte-americano Harold Bloom, “o mais importante crítico literário em atividade”, disse em entrevista à revista Veja edição 1.685 de 31 de janeiro de 2001: “A linguagem é um horror. […] E o livro inteiro é assim, escrito com frases desgastadas, de segunda mão”.

O articulista Jehozadak Pereira do jornal A Tarde e do site Aleluia, foi bem mais incisivo em um artigo na internet acerca desta temática, enfatizando que “a mesma é profundamente mística e inteiramente comprometida com bruxaria, feitiçaria e esoterismo, e é apresentada como literatura mimetizada em contos pueris, quando na realidade é perversa e advinda do inferno”.

Posicionamento
Diante do crescente sucesso das publicações esotéricas, as famílias cristãs podem se posicionar de duas formas. Primeiro, ignorar – fazer de conta que este tipo de literatura nunca vai chegar ao alcance de seus filhos. Ou Alertar e ensinar, através do conhecimento do assunto e a orientação contínua, pautada no amor fraterno, pois, assim a Bíblia orienta: Instrui o menino no caminho em que deve andar (Pv. 22:6).

Devemos ser prudentes (Mt. 10:16), e agir de forma pro ativa. O comportamento reativo não constrói nada, pelo contrário, ele destrói. Sendo assim, a leitura de livros que acrescentem conhecimento, pautados nas Escrituras Sagradas devem ser prioritários. Os que apresentam mensagens místicas e esotéricas, além de acrescentar pouco conhecimento gramatical e literário, não irão contribuir para um crescimento espiritual sadio.

Referências:
ALBANESE, Ronaldo. A marca do coelho. Revista língua portuguesa. Agosto de 2006. Disponível em: http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=11172. Acesso em 13/10/2006.
COSTA, Samuel F. M. Harry Potter: Enfeitiçando uma cultura. Porto Alegre: Actual, 2001.
MOURA, Flávio. Leio, logo existo. Revista Veja. 31 Janeiro de 2001. Disponível em: http://veja.abril.com.br/310101/entrevista.html. Acesso em 13/10/2006.
PEREIRA, Jehozadak. Harry Potter – o oleiro maldito. 09 Dezembro de 2000. Disponível em: http://aleluia.uol.com.br/2002/?section=articles&id=79. Acesso em 13/10/2006.
TEIXEIRA, Jerônimo. A bruxa está a solta. Revista Veja. 27 setembro de 2006. Disponível em: http://veja.abril.com.br/270906/p_125.html. Acesso em 13/10/2006.

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